Covid-19: Cariri e Litoral Leste registram casos acima da média do Ceará pela 4ª semana

O cenário cearense, contudo, é de redução. Todas as macrorregiões de saúde indicaram menor crescimento semanal desde o começo de julho

Fotografia de agente de saúde segurando Raio-X
Legenda: Em Juazeiro do Norte, município com mais ocorrências no Cariri, o hospital de campanha (foto) para atender os casos da doença foi inaugurado no dia 6 de julho
Foto: Antonio Rodrigues

No Ceará, a dinâmica da Covid-19 segue em redução. Entre os dias 27 de julho e 4 de agosto, o Estado teve o menor avanço semanal em número de casos confirmados. Há sete dias, eram 175.960 contabilizados. Nesta terça (4), foram 176.998 registros cearenses, uma evolução de 0,58%. No intervalo anterior, de 20 a 27 de julho, o avanço foi de 2,02%.

As regiões de saúde do Cariri e do Litoral Leste/Jaguaribe permanecem crescendo acima da média do Ceará em número de casos, com adições de 1,09% e 0,73%, respectivamente. Os dados foram calculados a partir da atualização mais recente da plataforma IntegraSUS, publicada na manhã desta terça (4). O painel é mantido pela Secretaria de Saúde Estadual (Sesa).

 

Apesar do índice superior, tanto a região do Cariri quanto o Litoral Leste/Jaguaribe reduziram o crescimento entre uma semana e outra. No levantamento anterior, o avanço estave em 4,23%, para o Cariri, e 2,09% no Litoral LesteJaguaribe. O novo comportamento pode ser percebido na quantidade de casos: as 45 cidades caririenses somaram 25.868 nesta terça, 280 infecções a mais do que o dia 27 de julho, quando as ocorrências estavam em 25.588.

Semelhante ao Cariri, os 20 municípios que compõem o Litoral Leste/Jaguaribe também apresentaram o menor avanço semanal desde julho: foram 10.643 registros da doença nesta terça, 78 a mais do que a semana anterior, quando, na ocasião, a área de saúde somou 10.565 casos.

Em queda

Fortaleza, Sobral e Sertão Central permanecem, pela segunda semana consecutiva, crescendo abaixo do registrado em âmbito estadual. Entre as três áreas em queda, o Sertão Central se destaca, com alta de apenas 0,34%. 

Somados, os 20 municípios da região aumentaram de 10.997 para 11.035 nesta terça, com a contabilização de 38 novos registros, desempenho semelhante ao balanço anterior. No intervalo passado, a alta do Sertão Central esteve em 1,3%, que também foi a menor índice registrado no Ceará à época.  

A região de Fortaleza, há um mês registrando média de crescimento abaixo do índice cearense, avançou 0,56% desde o balanço anterior. Contudo, ao aumentar de 83.186 para 83.658 em uma semana, o equivalente a 472 novos casos, os 44 municípios da área indicaram o maior aumento absoluto de ocorrências de Covid-19 em uma semana.

Sobral continua com o percebido na semana passada. Os 55 municípios da área acumularam 168 casos a mais nos últimos 7 dias. Por lá, as ocorrência subiram de 43.841 para 44.009 no período. A aparente redução na Região Norte, explica o secretário da saúde do Ceará, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, o Dr. Cabeto, pode estar relacionado ao momento em que a região atingiu o ápice da doença. 

“Na Região Norte, segunda a ser epicentro no Estado, temos uma situação melhor, porque já tivemos um pico há cerca de três semanas, e de lá pra cá os casos caem. Tanto é que a RT em Sobral é menor que 1. No Sertão Central e Litoral do Jaguaribe, temos situações diferentes, tem RT já mais próxima de 1”, conta o secretário.

Usada para medir o avanço da Covid-19, a Reprodução Efetiva (RT) avalia para quantas pessoas saudáveis um infectado transmite a doença. É considerado baixo se o indicador estiver entre 0 e 0,5; médio quando está entre 0,5 e 1, e alto se a doença registra transmissão acima de 1.

Cabeto ainda aponta queda no Cariri, mesmo com o índice de reprodução efetiva estar acima do recomendado. “A tendência é de estabilização e queda, mas temos RT ainda acima de 1. Então, é importante que, mesmo que a gente tenha maior capacidade de atendimento, com disponibilidade de leitos maior, manter nessas regiões um cuidado especial e ampliar testagem”, avalia o secretário. 

Óbitos

Diferente das outras áreas de saúde, o Cariri foi a única parcela a manter índice de novos óbitos semanais do levantamento anterior. Em ambos os períodos, os casos fatais da doença cresceram 16% por semana, maior aumento de mortes do Ceará nos dois intervalos.

Nas demais macrorregiões, o comportamento é de redução semanal, com o melhor cenário na área de saúde de Fortaleza. Nos arredores da Capital, o crescimento de apenas 0,2% nos últimos 7 dias colocam a região como a única a registrar novos óbitos abaixo da média cearense (1,4%). 

Sobral, Sertão Central e Litoral Leste, contudo, avançaram acima da média estadual, apesar dos índices semanais de óbitos estarem inferiores ao intervalo passado. Nos últimos sete dias, o Sertão Central, com aumento de 6,4%, apontou o segundo maior crescimento em óbitos, perdendo apenas para o Cariri. Em seguida, aparecem Sobral (2,4%) e Litoral Leste (2,3%). 

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