Cidades do Sertão cearense entram em estado de atenção devido a baixa umidade do ar

Tauá registrou umidade de apenas 21%. Índices inferiores a 30% colocam cidades em estado de atenção, segundo critério da Organização Mundial de Saúde (OMS)

Após o período chuvoso, encerrado em junho, começa a temporada de registros de baixa umidade relativa do ar no Sertão cearense. Ontem, duas cidades ficaram abaixo dos 30%, índice que coloca a localidade em estado de atenção, segundo critério da Organização Mundial de Saúde (OMS): Tauá (21%) e Barbalha (28%).

Crateús (31%), Morada Nova (32%) e Jaguaruna 41%, se aproximaram desse estado de alerta. Os dados são da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

A baixa umidade relativa do ar decorre de um conjunto de condicionantes que inclui fim da temporada de chuva no sertão, redução de cobertura das nuvens, aumento de temperatura máxima e da velocidade dos ventos, e muitas vezes aliada à presença de massa de ar seco sobre o Estado.

O meteorologista do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Diogo Arsego, explica que a tendência é de que até o próximo sábado, o tempo permaneça seco com baixos índices de umidade relativa do ar. “O sertão vive dias de atenção com essas taxas abaixo de 30%”, observou.

“Uma massa de ar mais seco vem dominando grande parte do país e no sertão nordestino a ausência de chuva nessa época do ano contribui para o fenômeno”.

A meteorologista da Funceme, Meiry Sakamoto, explica que essa tendência é normal e para o segundo semestre do ano no Ceará. Ela acrescenta que áreas do semiárido cearense apresentam umidade relativa do ar mais baixa quando comparadas a região do litoral devido à distância do oceano.

Outro fator decorre das características geográficas predominantemente mais secas do solo e da vegetação do sertão que reduzem a evapotranspiração para a atmosfera. “A faixa litorânea geralmente se apresenta mais úmida ao longo de todo o ano, em virtude da umidade proveniente da evaporação da água oceânica e que é trazida para o continente pelos ventos”, observa Meiry Sakamoto.

Cuidados

As condições de baixa umidade relativa do ar requerem cuidados, pois, segundo  meteorologistas e médicos, podem afetar a saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera estado de observação os níveis entre 40% a 31%. Quando a umidade cai abaixo dos 30%, há estado de atenção. Se a umidade atingir níveis entre 20% e 12%, ocorre o estado de alerta.

A OMS recomenda que quando a umidade relativa do ar cair para menos de 30%, é necessário reduzir a exposição ao sol e de realização de atividades físicas. Já o Ministério da Saúde indica também o aumento da hidratação, ingerindo mais água, suco natural ou água de coco.

 

 

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