Artista plástica recebe homenagens

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Redação producaodiario@svm.com.br
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Foto: Francisco Demontier
Juazeiro do Norte (Sucursal) – Ontem foi o dia consagrado às mães e ao artista plástico e, sem jamais ter tido filhos, a professora Assunção Gonçalves constitui-se na mãe da maioria dos artistas plásticos de Juazeiro do Norte. Ela foi uma das primeiras artistas plásticas do Município e a sua sensibilidade sempre assumiu valores fortíssimos nas telas que pintou. A didática foi outro ponto forte e dona Assunção, como é conhecida, passou a ensinar a atividade gratuitamente.

No seu atelier passaram artistas que ganharam fama na atividade como é o caso de Marcus Jussier (já falecido) que ela tinha como um dos seus filhos na arte. Ela é uma das grandes incentivadoras das artes plásticas em Juazeiro, mesmo estando afastada dos pincéis há 14 anos. Contrariando recomendação médica, Assunção Gonçalves voltou a se postar diante do atelier para o seu último óleo sobre tela o que fez com o nariz coberto para não inalar o cheiro da tinta.

Foi a réplica do seu famoso quadro que retrata Juazeiro em 1827 doado ao Santuário Diocesano de Nossa Senhora das Dores. Ele encontra-se na capelinha que é, também, uma réplica da primeira capela de Juazeiro. O monsenhor Murilo de Sá Barreto, pároco do Santuário, analisa dona Assunção como a “mãe da maioria dos artistas plásticos de Juazeiro”. Segundo ele, quem não recebeu as instruções diretas da artista terminou por adotar o seu estilo procurando seguir os seus passos na atividade.

Aos 89 anos de idade e bastante lúcida, Assunção Gonçalves revela ter perdido a conta de quantas telas pintou e muitas delas não sabe para onde foram levadas. Igualmente não sabe dizer quantos artistas passaram no seu atelier aprendendo a arte durante as aulas que ministrava. “Qualquer um que se interessasse pelas artes plásticas era bem recebido no meu atelier”, confessa dona Assunção que se diz devota do Padre Cícero e uma apaixonada pelas coisas do Juazeiro.