Artesanato feito da palha de carnaúba é a nova profissão
Escrito por
Redação
producaodiario@svm.com.br
Legenda:
MARIA EDITE trabalhava com a palha de carnaúba desde a infância. Hoje, é uma das associadas do grupo Raiz da Palha, que inovou com outros produtos artesanais
Foto:
Há quem diga que o artesanato feito da palha de carnaúba é a evolução dos tradicionais chapéus. Há poucas décadas, essa nova possibilidade de uso da palha começou a ser descoberta pelas comunidades que viviam da produção do chapéu. Atualmente, muitos são os grupos que se organizaram e investiram na produção de artesanato da carnaúba como nova profissão. Atividade esta que resulta num aumento significativo da renda de trabalhadores e trabalhadoras.
Um dos grandes parceiros no desenvolvimento dessa atividade na zona Norte vem sendo o Sebrae e a Central de Artesanato do Ceará (Ceart), desde a oferta de cursos para capacitação até a compra dos produtos dos artesãos. No distrito de Ipaguassu-Mirim, em Massapê, o grupo Raiz da Palha mostra bem como se deu essa evolução. Formado por 13 mulheres e dois homens, há apenas três anos, eles eram pessoas que até então viviam da produção de chapéus e camisas de palha para vestir garrafas. Com o investimento do Sebrae e da Ceart, eles ganharam uma nova profissão e, hoje, são artesãos da palha de carnaúba.
A partir das técnicas que eles já utilizavam na produção dos chapéus, foram dados cursos de designers, além de gestão, empreendedorismo e atendimento. Daí, começaram a surgir uma série de produtos, como bolsas, cestas, peças decorativas e tudo mais que os artesãos imaginem. Tudo feito da palha de carnaúba e totalmente manual. Os preços também melhoraram, os novos produtos são vendidos a partir de R$ 10,00. Bem diferente dos R$ 0,20 conseguidos com os chapéus e camisas de garrafas. Mas no processo evolutivo, digamos assim, a qualidade passa a ser fator principal. Com a palha bem escolhida e seca, elas começam a trançar e inserem acessórios como pano, arame, acabamentos feitos também da própria palha e até o talo da carnaúba, também utilizado em algumas peças para dar mais firmeza.
Outra novidade, é o tingimento natural da palha. Por meio do uso de plantas existentes na região, como aroeira, urucum ou cajueiro, eles criam a tinta e dão coloridos sofisticados à palha. Com o crescimento sustentável da atividade - pois os artesãos participam de feiras para apresentar os produtos e fazer novos negócios - as mulheres se tornaram também instrutoras de cursos pela região.
Onde há pessoas que já trabalham com a palha da carnaúba, elas são levadas para ensinar suas novas técnicas e modelos. Maria Edite Rodrigues Rufino é uma das que viaja sempre pela região ensinando cursos. Ela foi feiteira de chapéu e hoje admite que não há comparação com a atividade atual de artesã. Para o analista empresarial do Sebrae, Tomaz Machado, “essa atividade veio para que elas possam ter um ganho maior a partir daquilo que já trabalhavam”. Como o grupo Raiz de Palha, de Ipaguassu Mirim, o Sebrae acompanha outros dois grupos, em Patriarca e Aracatiaçu, ambos distritos de Sobral e que também passaram do chapéu a utilização artesanal da palha de carnaúba. (C.V.)
Um dos grandes parceiros no desenvolvimento dessa atividade na zona Norte vem sendo o Sebrae e a Central de Artesanato do Ceará (Ceart), desde a oferta de cursos para capacitação até a compra dos produtos dos artesãos. No distrito de Ipaguassu-Mirim, em Massapê, o grupo Raiz da Palha mostra bem como se deu essa evolução. Formado por 13 mulheres e dois homens, há apenas três anos, eles eram pessoas que até então viviam da produção de chapéus e camisas de palha para vestir garrafas. Com o investimento do Sebrae e da Ceart, eles ganharam uma nova profissão e, hoje, são artesãos da palha de carnaúba.
A partir das técnicas que eles já utilizavam na produção dos chapéus, foram dados cursos de designers, além de gestão, empreendedorismo e atendimento. Daí, começaram a surgir uma série de produtos, como bolsas, cestas, peças decorativas e tudo mais que os artesãos imaginem. Tudo feito da palha de carnaúba e totalmente manual. Os preços também melhoraram, os novos produtos são vendidos a partir de R$ 10,00. Bem diferente dos R$ 0,20 conseguidos com os chapéus e camisas de garrafas. Mas no processo evolutivo, digamos assim, a qualidade passa a ser fator principal. Com a palha bem escolhida e seca, elas começam a trançar e inserem acessórios como pano, arame, acabamentos feitos também da própria palha e até o talo da carnaúba, também utilizado em algumas peças para dar mais firmeza.
Outra novidade, é o tingimento natural da palha. Por meio do uso de plantas existentes na região, como aroeira, urucum ou cajueiro, eles criam a tinta e dão coloridos sofisticados à palha. Com o crescimento sustentável da atividade - pois os artesãos participam de feiras para apresentar os produtos e fazer novos negócios - as mulheres se tornaram também instrutoras de cursos pela região.
Onde há pessoas que já trabalham com a palha da carnaúba, elas são levadas para ensinar suas novas técnicas e modelos. Maria Edite Rodrigues Rufino é uma das que viaja sempre pela região ensinando cursos. Ela foi feiteira de chapéu e hoje admite que não há comparação com a atividade atual de artesã. Para o analista empresarial do Sebrae, Tomaz Machado, “essa atividade veio para que elas possam ter um ganho maior a partir daquilo que já trabalhavam”. Como o grupo Raiz de Palha, de Ipaguassu Mirim, o Sebrae acompanha outros dois grupos, em Patriarca e Aracatiaçu, ambos distritos de Sobral e que também passaram do chapéu a utilização artesanal da palha de carnaúba. (C.V.)