Alexandre Frota protocola pedido de CPI para investigar facada em Bolsonaro

Arte na rede social do deputado nomeia comissão pretendida como "CPI da Facada"

Deputado Alexandre Frota disse que tomou decisão para pedir CPI após ver documentário
Legenda: Deputado Alexandre Frota disse que tomou decisão para pedir CPI após ver documentário
Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) protocolou pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), nesta segunda-feira (13), para investigar a facada contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Alexandre Frota informou sobre o pedido da CPI em uma arte publicada no Instagram. "Foi na facada que ele ganhou as eleições", afirmou o deputado federal em banner com título no topo de "CPI da Facada".

Publicação de Alexandre Frota em rede social sobre CPI
Legenda: Publicação de Alexandre Frota em rede social sobre CPI
Foto: Reprodução/Instagram

Ao portal Poder360, o deputado declarou que a decisão pelo requerimento foi tomada após assistir ao documentário "Bolsonaro e Adélio – Uma Facada no Coração do Brasil", do jornalista Joaquim de Carvalho.

Alexandre Frota afirmou ainda que deseja que a deputada Erika Cokay (PT-DF) seja a relatora e o deputado Junior Bozzella (PSL-SP), o presidente da "CPI da Facada".

Para ser instaurada na Câmara, uma CPI precisa do requerimento de pelo menos um terço dos deputados.

Atentado contra Jair Bolsonaro

Legenda: O fato aconteceu na véspera do feriado de 7 de setembro
Foto: Raysa Leite / AFP

A facada contra Jair Bolsonaro aconteceu no dia 6 de setembro de 2018, quando o então presidenciável estava no meio do público participando de um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). O agressor foi detido no mesmo dia e confessou ser o autor do golpe de faca, segundo informou a Polícia Militar de Minas Gerais na época.

A facada atingiu o intestino e ele foi submetido a duas cirurgias, uma na Santa Casa de Juiz de Fora e outra no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Bolsonaro usou uma bolsa de colostomia após ser esfaqueado. 

No fim de janeiro de 2019, Bolsonaro realizou procedimento cirúrgico para retirar a bolsa de colostomia e religar o intestino. 

Adélio absolvido

Em maio de 2019, o juiz Bruno Savino, da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora, concluiu que Adélio Bispo tem transtorno mental e é inimputável. Um mês depois, ele foi absolvido pela facada.