O potencial do Turismo Brasileiro pede ambiente seguro e competitivo 

Escrito por
Lucas Fiuza producaodiario@svm.com.br
Lucas Fiuza é executivo
Legenda: Lucas Fiuza é executivo
O Ceará reúne condições raras para se consolidar como um dos principais destinos turísticos do mundo. Clima estável, litoral extenso, atrativos naturais únicos e vocação para receber bem. É um ativo estratégico não apenas regional, mas nacional.
 
Nos últimos anos, é importante reconhecer o esforço consistente da Secretaria de Turismo do Estado na atração de novos voos e na ampliação da conectividade. Essa é uma agenda correta e essencial para inserir o destino nas principais rotas nacionais e internacionais.
 
No entanto, há um ponto sensível que precisa ser enfrentado com objetividade: a percepção de insegurança. O turismo é altamente dependente de confiança. Não basta ser seguro — é preciso parecer seguro. Episódios de criminalidade, mesmo que pontuais, geram efeito multiplicador na imagem do destino.
 
Isso cria um paradoxo: ao mesmo tempo em que se amplia o acesso ao destino por meio de novos voos, parte desse esforço é neutralizada por uma percepção de risco que afeta a decisão do turista e a disposição do investidor.
 
Esse não é um desafio exclusivo do Ceará. Em diferentes graus, é uma questão presente em diversos destinos brasileiros. E, quando somado a um ambiente econômico ainda pouco competitivo, o impacto se amplia.
 
O Brasil possui um dos maiores potenciais turísticos do mundo, mas opera sob uma estrutura de custos que reduz sua atratividade internacional. Carga tributária elevada, juros estruturalmente altos e complexidade regulatória encarecem o investimento, dificultam a expansão e comprimem margens.
 
O resultado é claro: menor fluxo internacional do que poderíamos capturar e menor volume de capital investido. A boa notícia é que esses desafios são conhecidos e endereçáveis. Segurança pública com inteligência e presença efetiva, aliada a um ambiente econômico mais previsível e competitivo, tem potencial de destravar um ciclo virtuoso.
 
O Ceará e o Brasil já têm o principal: potencial. O próximo passo é garantir as condições para que ele se converta em realidade.
 
Lucas Fiuza é executivo 
 
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