O Dia do Bibliotecário

Ao concluir a Faculdade de Engenharia, pela Escola Politécnica de Recife, em 1906, resolveu fazer um aperfeiçoamento na área da eletricidade, nos Estados Unidos

Escrito por
Gilson Barbosa producaodiario@svm.com.br
Jornalista
Legenda: Jornalista

Silenciosamente, como é da própria natureza dos ambientes de trabalho onde desempenham sua profissão, os(as) bibliotecários(as) do Brasil celebraram, a 12 deste mês, seu dia comemorativo. Atuando com discrição, esses(as) profissionais oferecem importante e necessária contribuição para a cultura do país. Seu papel é fundamental para a organização e preservação do conhecimento armazenado nas bibliotecas espalhadas por todo o território nacional, bem como pelo cuidado e guarda das publicações consultadas pelo público nos espaços onde trabalham.

Zelam pelo controle do rodízio de livros, revistas, periódicos guardados em bibliotecas de escolas, universidades, fundações culturais e tantos outros locais visitados diariamente por aqueles que, mesmo em tempos de Internet e de redes sociais, mantêm ainda o saudável hábito de extrair, haurir entretenimento, aprimoramento cultural e intelectual. Nesta busca tão enriquecedora, a figura do(a) bibliotecário(a) surge como aquele(a) que pode até dar orientações ou sugestões interessantes a todos(as) que o(a) procuram.

O Dia Nacional do Bibliotecário foi instituído em 12 de abril de 1980, através do decreto no. 84.631, e também é conhecido pela denominação de Dia da Pessoa Bibliotecária. A data comemora o nascimento do bibliotecário, escritor e poeta pernambucano Manuel Bastos Tigre (1882-1957), homem de múltiplos talentos, pois também foi engenheiro, jornalista, compositor, humorista e publicitário.

Ao concluir a Faculdade de Engenharia, pela Escola Politécnica de Recife, em 1906, resolveu fazer um aperfeiçoamento na área da eletricidade, nos Estados Unidos. Naquele país, Tigre conheceu o bibliotecário Melvil Dewey (1851-1931), que desenvolveu um sistema de classificação documentária conhecido como Classificação Decimal de Dewey (CDD). O sistema, concebido pelo norte-americano em 1876, foi modificado e expandido por 23 grandes revisões realizadas até 2011.

O encontro de Bastos Tigre com Dewey foi decisivo para que, em 1915, o brasileiro largasse a engenharia para trabalhar com a biblioteconomia, que o encantou. Considerado o primeiro bibliotecário concursado do país, ele iniciou sua carreira no Museu Nacional do Rio de Janeiro, exatamente com o estudo sobre a Classificação Decimal. Ficou até 1947 trabalhando na Biblioteca Nacional, quando se aposentou, mas continuou em atividade por mais alguns anos. Parabéns, pois, a todos(as) os(as) bibliotecários(as) brasileiros(as), por seu desvelo em prol da inteligência e da cultura nacionais.

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