Desenvolvimento brasileiro

Escrito por
Gonzaga Mota producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 15:49)
Professor aposentado da UFC
Legenda: Professor aposentado da UFC

Segundo Amartya Sen, Prêmio Nobel de Economia de 1998, “A privação de liberdade econômica pode gerar a privação de liberdade social, assim como a privação de liberdade social ou política pode, da mesma forma, gerar a privação de liberdade econômica”. Esta observação do economista indiano leva-nos a refletir sobre a importância dos três eixos que servem de apoio à sustentação de uma sociedade livre e democrática. De nada adianta um país ser forte do ponto de vista econômico e sua população viver em condições precárias e sem liberdade política. Dentro desta linha de raciocínio, seria fundamental alcançar a cooperação entre governo, sociedade civil e setores empresariais e trabalhistas.

O desenvolvimento integrado e sustentável somente ocorrerá na medida em que haja uma participação responsável dos diversos segmentos da sociedade. Questões tão complexas exigem, igualmente, tratamento complexo. Particularmente, no caso brasileiro, é urgente a necessidade de programas e ações estruturantes que, voltados para a área social, promovam e consolidem os direitos sociais básicos. Por sua vez, sem crescimento econômico, não há de que se falar em geração de renda ou de empregos, e nem de melhorias que repercutam significativamente na vida do cidadão, seja quanto à segurança, à educação, à saúde ou a quaisquer outros temas que o afetam diretamente.

Em termos de globalização econômica, com seus efeitos positivos e negativos, a busca da estabilidade macroeconômica é vital para que a retomada do desenvolvimento seja eficaz. Ao Brasil será impossível destacar-se em meio às sociedades avançadas, se mantidas a miséria, a corrupção e a exclusão social de que somos testemunhas. O desenvolvimento precisa ser integral, abrangendo todas as áreas, ou seja, visando o bem-estar da coletividade e o equilíbrio social e econômico. Nada do que foi dito pode ter resultados concretos, sem o envolvimento de toda a sociedade brasileira. Deseja-se que o engajamento se dê de forma crítica e atuante, garantindo a transformação de nossa realidade. Assim, estaremos participando de transformações esperadas, respeitando-se o regime democrático, a liberdade, a justiça e a paz. Por fim, é fundamental resguardar os princípios éticos e morais estabelecidos na Constituição do Brasil.

Gonzaga Mota é professor aposentado da UFC

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