A tragédia libanesa

É bem verdade que a nação de Netanyahu tem lá suas razões para combater os inimigos que ameaçam seu povo e sua própria existência

Escrito por
Gilson Barbosa producaodiario@svm.com.br
Jornalista
Legenda: Jornalista

Em meio a todo esse conflito deflagrado pelo incendiário presidente dos EUA, Donald Trump, juntamente com Israel, contra o Irã, além de todos os prejuízos causados à economia mundial, uma tragédia em particular desenrola-se no Oriente Médio. No caso, a destruição imposta pelo Estado judeu, comandado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (1949-), ao vizinho Líbano, a pretexto de combater o grupo terrorista Hezbollah, apoiado e financiado pelo regime dos aiatolás de Teerã. Israel, que detém a mais poderosa força militar da região e sempre sob o escudo protetor de Washington, tem atacado intensamente, desde o início da guerra, o território libanês, infligindo graves prejuízos à infraestrutura do pequeno país vizinho.

É bem verdade que a nação de Netanyahu tem lá suas razões para combater os inimigos que ameaçam seu povo e sua própria existência. E, ao fim e ao cabo, como se costuma dizer, “guerra é guerra”. Porém, Israel age de forma irresponsável, desrespeitando limites, afrontando as nações fronteiriças, arrasando o que bem entende sob a justificativa da segurança nacional. Como se sabe, há pelo menos 70 anos, mais modernamente falando, a região é historicamente explosiva. Mas Israel exorbita dos mais aceitáveis limites. E o Líbano, particularmente, tem sido o alvo preferencial de suas ações bélicas.

Infelizmente a mídia brasileira, em sua maior parte, não tem esclarecido ao público a realidade enfrentada pela antiga nação libanesa. São poucas as redes de TV e jornais que têm abordado o assunto, mas é fato, por exemplo, que a aviação israelense vem destruindo diversas pontes sobre o rio Litani (o mais importante do Líbano, com 140 quilômetros de extensão), para impedir a circulação de membros do Hezbollah – porém, impondo dificuldades para a economia do país, cujo governo tem se mantido totalmente neutro diante da atual guerra, até mesmo porque o Líbano não dispõe de força militar minimamente significativa para opor-se ao poderio do agressor.

Beirute, a capital do país, também tem sido alvo frequente de bombardeios da aviação de Israel, que tem destruído instalações do Hezbollah, sim, mas que vem atingindo também prédios residenciais, lojas, estabelecimentos localizados nas cercanias dos alvos. Assim, o impacto sobre as vidas de famílias, de comerciantes que ali possuíam suas lojas etc, tem sido muito intenso. Muitas famílias libanesas e até brasileiros que residem e trabalham no país já perderam suas casas e locais de trabalho por conta das investidas aéreas. São muitas as vítimas da guerra. E Israel, afinal? Pagará a conta? Triste drama, o do Líbano e de seu povo!

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