Sobre viver em tempos de pandemia: 1º episódio mostra chegada da Covid e efeitos do isolamento no CE

Em “Parar”, contamos as histórias de quem permanece isolado quase um ano após a chegada dos primeiros casos do novo coronavírus no Estado – e também de quem não pode ficar em casa

No início, a doença “misteriosa” nem tinha nome – só foi batizada em 11 de fevereiro pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Covid-19. Em meio ao Carnaval do Benfica, de Aracati ou de Guaramiranga, não sobrou nem tempo para pensar nela. Afinal, o coronavírus estava longe, lá do outro lado do mundo. Mas esse mundo logo se mostrou pequeno demais – e ele inteiro foi obrigado a parar.

No dia 15 de março de 2020, os primeiros casos de Covid-19 foram confirmados pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). Eram três. No dia 19 do mesmo mês, tudo o que não era serviço essencial parou. Fechando março, a primeira morte pela doença é registrada no Estado.

O primeiro episódio de “Sobre viver em tempos de pandemia” traz as histórias da aposentada Maria Zenália da Silva, 71, isolada sozinha desde o início da crise sanitária no Ceará, na periferia de Fortaleza; do advogado e podcaster Luan de Alencar, 26, juazeirense que permanece em “quarentena” junto à mãe e à avó de 93 anos; e da poetisa Megh Coelho, 19, que perdeu o emprego em meio à pandemia e precisou subir na bicicleta e aderir às entregas por aplicativo.

Além de Megh, quem também não teve a opção de ficar em casa foram os trabalhadores do Mercado do Pirajá, em Juazeiro do Norte, que manteve funcionamento em todos os dias desde março de 2020, parando por apenas três dias para uma desinfecção. Por lá, conversamos com os feirantes Eliete Vieira, 45; Zeneide Lira, 50; e Regivaldo Rodrigues, 37, que chegou a ser acometido pela Covid-19.

As psicólogas Gueira Vilhena e Cynthia Melo analisam, ainda, os efeitos a curto, médio e longo prazo do isolamento social à saúde mental dos cearenses.

 

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