Prefeitura reitera aposta nas mudanças de mobilidade urbana com obras de requalificação no Centro

O prefeito Roberto Cláudio entregou, na manhã deste domingo (1º), intervenções nas ruas Liberato Barroso e Barão do Rio Branco. Além da mobilidade urbana, o gestor destacou a intenção de organizar o comércio informal da área e ocupar o Centro da cidade

Legenda: O prefeito Roberto Cláudio (de blusa branca) esteve na entrega das obras e conversou com a população
Foto: Fotos: Isanelle Nascimento

A Prefeitura de Fortaleza entregou neste domingo (1º), as obras de requalificação do calçadão da Rua Liberato Barroso e da calçada da Rua Barão do Rio Branco, no Centro. Na ocasião, o prefeito Roberto Cláudio enfatizou sua aposta nas mudanças de logística da mobilidade urbana na capital cearense.

A questão é um dos focos da atual administração municipal desde o primeiro mandato do gestor e está entre as razões que envolvem as intervenções na área central. A ação, neste caso, sugere uma melhoria na circulação dos pedestres pelo local. 

Na Liberato Barroso, a Prefeitura já tinha entregue trechos da obra desde o último mês de abril. No trecho compreendido entre as ruas General Sampaio e Edgard Borges, a via recebeu nova pavimentação, mobiliário urbano com bancos e lixeiras; paisagismo, canteiros, além da iluminação com internalização da fiação e cabeamento. 

Foram instaladas, ainda, novas rampas de acesso, travessias elevadas, e os 51 quiosques dos vendedores ambulantes cadastrados pela gestão municipal agora trazem adesivos reunindo imagens e textos sobre o Centro Histórico de Fortaleza. 

Na Barão do Rio Branco, até janeiro deste ano, segundo o Secretário da Regional do Centro, Adahil Fontenele, as obras de fiação ainda devem ser finalizadas. Neste domingo, a Prefeitura entregou, entre o trecho compreendido da Avenida Duque de Caxias a Rua Senador Alencar, a extensão das calçadas e o mobiliário urbano - incluindo paraciclos, lixeiras, jardineiras, jarros e bancos de concreto. 

A exemplo da Liberato Barroso, também foram instaladas soluções de acessibilidade e a repaginação de 50 quiosques, para uso de 100 permissionários. Conforme Roberto Cláudio, as obras sinalizam a mudança do costume da cidade, no sentido de melhorar a circulação de pedestres e outros "modais" de transporte para além do automóvel individual. 

Legenda: A identidade visual dos quiosques do comércio da Rua Liberato Barroso agora traz conteúdo histórico sobre Fortaleza

"Com o hábito do ciclismo, pegar a bicicleta deixou de ser um ato de lazer, para ser de fato um modal aqui em Fortaleza. Também temos o uso do transporte público, dos aplicativos novos, as integrações entre modais. E com espaços públicos requalificados, nós atraímos mais pedestres e mais gente pra se congregar enquanto comunidade", observa o prefeito de Fortaleza.

Segundo Roberto Cláudio, mesmo nas comunidades periféricas da capital cearense, onde a situação de vulnerabilidade social é maior, em relação à área nobre de Fortaleza, a população tem se encorajado para ficar menos dentro de casa e ocupar o espaço público.   

O prefeito ainda destacou que as obras entregues têm "múltiplas dimensões". E comenta a aposta da Prefeitura em organizar o comércio da área. "Uma das dimensões é a questão econômica. A gente precisava dar, ao calçadão, infra-estrutura, organização, embelezamento, que pudesse atrair o interesse do público de clientes não só do comércio formal, mas também do (comércio) informal", avalia o gestor municipal. 

Detalhes

De acordo com o secretário Adahil Fontenele, entre a decisão pela obra na Liberato Barroso e o início dos trabalhos, em fevereiro deste ano, a Prefeitura foi rápida e começou a intervenção pela organização dos postes de energia elétrica. "E o que está sendo entregue hoje é toda parte de estruturação física", complementa o gestor. 

Ele sustenta que as obras, em linhas gerais, respondem à demanda da "dificuldade de circular" pela cidade. "Os ambulantes se 'amontoavam' aqui, essa é a palavra certa. Uns colados com os outros, usando a mesma rua, sem espaço. Isso causava um transtorno para o lojista formal, que tem sua loja e paga seus impostos. Além do aspecto (de um espaço público) feio", recapitula. 

Mudança

Para o vendedor ambulante Nazareno Marques, 48, o comércio registrou mais movimentação de gente, depois das obras. Comerciante na Liberato Barroso há 24 anos, ele lembra que, com mais de 120 camêlos no local (mais que o dobro dos 51 de hoje), não havia um bom espaço para a circulação de clientes no local.

O vendedor observa que os transeuntes do Centro atentam para o conteúdo histórico dos adesivos dos quiosques também. "As pessoas param e lêem muito o que está escrito, inclusive quem é turista. O movimento do comércio melhorou aqui, apesar da crise que é pra todo mundo", percebe.   

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Redação 01 de Dezembro de 2020