Pais fazem carreata pedindo a volta das aulas presenciais no Ceará

A concentração se deu em frente a Escola de Saúde Pública do Ceará, na Avenida Antônio Justa

Ensino remoto
Legenda: O objetivo do grupo era chegar até o Palácio da Abolição e pressionar o governo estadual a recuar com a medida.
Foto: Samuel Quintela

Um movimento de pais realiza, na tarde desde sábado (27), uma carreata e buzinaço em protesto pedindo a volta das aulas presenciais nas escolas do Ceará. As atividades presenciais nas instituições de ensino público e privada continuam suspensas, conforme o último decreto estadual, publicado na sexta-feira (26). 

A concentração se deu em frente a Escola de Saúde Pública do Ceará, na Avenida Antônio Justa. O objetivo era chegar até o Palácio da Abolição e pressionar pelo retorno das aulas presenciais, mas o grupo não conseguiu em razão de um bloqueio na região da sede do executivo estadual. 

"Resolvemos de novo lutar pelo nosso pleito que é muito simples: deixar nossas crianças e jovens estudarem. Hoje eles podem ir pra qualquer lugar, menos pra escola", comenta Fernanda Araújo, fundadora do movimento Escolas Abertas Ceará. 

Para a médica Maria Cláudia Façanha Gaspar, da comissão de pais de alunos das escolas, as unidades já se mostraram seguras por meio dos protocolos sanitários, não havendo necessidade do ensino remoto.

"As escolas obedecem rigorosamente os protocolos. As crianças ficam a mais de 1 metro e meio de distância entre elas, é feito higienização, não tem recreio e ja foi visto que o índice de contaminação é de menos de 1 %", afirma. 

Ao anunciar o novo decreto nesta sexta, o governador Camilo Santana afirmou que continua "dialogando com o setor da educação para avaliar a forma mais segura do retorno presencial das atividades, continuando até lá de forma remota".

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