Inaugurado Banco de Leite Humano
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José Leomar
O primeiro Banco de Leite Humano em hospital para crianças, no Nordeste, foi inaugurado ontem de manhã, em Fortaleza, no Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), como parte da programação da Nacional da Amamentação, que ocorre até o dia 18. Com a nova unidade, que funciona em frente ao hospital no bairro Vila União, o leite coletado de mães voluntárias será pesteurizado, congelado e destinado às crianças internadas no Albert Sabin.
Qualquer mãe que está amamentando e tem leite excedente pode doar. Há duas maneiras: ir ao local ou levar apenas o líquido. Nas duas situações, são necessários cuidados especiais.
Se o leite for coletado em casa, a cautela começa com a higienização das mãos e dos braços. O recipiente em que o leite será colocado — vidro de maionese ou de café solúvel, por exemplo — deve ser lavado com água, sabão e depois esterilizado.
“Coloca o vidro em uma panela com água, tampa, leva ao fogo e deixa ferver”, explica a pediatra e coordenadora do Banco de Leite Humano do HIAS, Erandy Freitas.
No Banco de Leite, haverá sempre pediatra, enfermeira, terapeuta ocupacional, auxiliar de enfermagem e bioquímica de 7 às 17 horas, para atender as mães que forem ao local. No local, as doadoras têm uma sala reservada para fazer higienização, a retirada do leite e receber orientações.
Depois de retirado, o leite vai para a Sala de Pasteurização, onde passa por processamento microbiológico para captação de germes, é pasteurizado e estocado em congeladores especiais. Em casa, na geladeira, o leite pode ser guardado e consumido em no máximo 24 horas; no congelador ou no freezer, pode ficar por até 15 dias.
Segundo a pediatra Erandy Freitas, o leite excedente e doado não fará falta ao bebê da mãe doadora, porque a retirada do líquido estimula a produção. Além disso, o ato de solidariedade ajudará crianças internadas no hospital.
De início, o leite atenderá as necessidades de crianças de zero a três anos de idade que estão no Centro de Terapia Intensiva (CTI), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e no Bloco A, onde as crianças recebem tratamento contra doenças graves e de risco.
Segundo o diretor do Albert Sabin, João Borges, a criação do Banco de Leite Humano atende à política do Ministério da Saúde de alocar bancos de leite em hospitais infantis terciários a fim de ajudar na recuperação das crianças. Isso porque, como explica a coordenadora do Banco de Leite, o leite materno confere imunidade e age como uma espécie de vacina para o bebê. Além disso, pode acelerar a recuperação de crianças com certas patologias, como doenças intestinais degenerativas e diarréicas.
A dona-de-casa Maria das Dores Gomes de Sousa sabe disso e só dá leite materno ao filho de dois meses e meio, Antônio Gabriel. “Ele só mama, por isso vai ser mais difícil adoecer. Para quem pode doar é uma satisfação, porque está salvando outras crianças”, avalia.
SERVIÇO: O Banco de Leite Humano funciona de 7 às 17 horas, na Rua Tertuliano Sales, em frente ao Hospital Infantil Albert Sabin, no bairro Vila União. Mais informações pelo Dique-Doação: 488-9698.
Qualquer mãe que está amamentando e tem leite excedente pode doar. Há duas maneiras: ir ao local ou levar apenas o líquido. Nas duas situações, são necessários cuidados especiais.
Se o leite for coletado em casa, a cautela começa com a higienização das mãos e dos braços. O recipiente em que o leite será colocado — vidro de maionese ou de café solúvel, por exemplo — deve ser lavado com água, sabão e depois esterilizado.
“Coloca o vidro em uma panela com água, tampa, leva ao fogo e deixa ferver”, explica a pediatra e coordenadora do Banco de Leite Humano do HIAS, Erandy Freitas.
No Banco de Leite, haverá sempre pediatra, enfermeira, terapeuta ocupacional, auxiliar de enfermagem e bioquímica de 7 às 17 horas, para atender as mães que forem ao local. No local, as doadoras têm uma sala reservada para fazer higienização, a retirada do leite e receber orientações.
Depois de retirado, o leite vai para a Sala de Pasteurização, onde passa por processamento microbiológico para captação de germes, é pasteurizado e estocado em congeladores especiais. Em casa, na geladeira, o leite pode ser guardado e consumido em no máximo 24 horas; no congelador ou no freezer, pode ficar por até 15 dias.
Segundo a pediatra Erandy Freitas, o leite excedente e doado não fará falta ao bebê da mãe doadora, porque a retirada do líquido estimula a produção. Além disso, o ato de solidariedade ajudará crianças internadas no hospital.
De início, o leite atenderá as necessidades de crianças de zero a três anos de idade que estão no Centro de Terapia Intensiva (CTI), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e no Bloco A, onde as crianças recebem tratamento contra doenças graves e de risco.
Segundo o diretor do Albert Sabin, João Borges, a criação do Banco de Leite Humano atende à política do Ministério da Saúde de alocar bancos de leite em hospitais infantis terciários a fim de ajudar na recuperação das crianças. Isso porque, como explica a coordenadora do Banco de Leite, o leite materno confere imunidade e age como uma espécie de vacina para o bebê. Além disso, pode acelerar a recuperação de crianças com certas patologias, como doenças intestinais degenerativas e diarréicas.
A dona-de-casa Maria das Dores Gomes de Sousa sabe disso e só dá leite materno ao filho de dois meses e meio, Antônio Gabriel. “Ele só mama, por isso vai ser mais difícil adoecer. Para quem pode doar é uma satisfação, porque está salvando outras crianças”, avalia.
SERVIÇO: O Banco de Leite Humano funciona de 7 às 17 horas, na Rua Tertuliano Sales, em frente ao Hospital Infantil Albert Sabin, no bairro Vila União. Mais informações pelo Dique-Doação: 488-9698.