Igreja de Fátima tem grande público de fiéis no primeiro dia 13 após retorno das missas

Ao longo do dia, serão realizadas 10 celebrações, com higienização do local após cada uma; a Igreja permite até 250 fiéis por missa, mas libera os pátios e escadarias para ocupações com distanciamento

Legenda: Igreja tem seguido os protocolos de prevenção da Covid-19, disponibilizando álcool em gel e pedindo o uso da máscara e o respeito ao distanciamento social
Foto: Foto: Natinho Rodrigues

No primeiro dia 13 desde a reabertura das igrejas católicas em Fortaleza, no dia 5 deste mês, a Igreja de Fátima apresenta grande público de fiéis. Ao todo, são permitidas até 250 pessoas dentro da igreja, mas as áreas externas, como pátios e escadarias, também são liberados seguindo o distanciamento social, conforme o pároco do local, padre Ivan de Souza. Neste domingo, serão celebradas 10 missas, com higienização no espaço após cada uma

Para a missa de 9h, apesar da recomendação oficial de manter uma distância mínima entre as pessoas, a equipe do Sistema Verdes Mares (SVM) constatou aglomerações e o desrespeito ao distanciamento social na entrada da Igreja e dos pátios externos por parte dos fiéis.

O número dentro da igreja corresponde a um terço da capacidade total e o fiel deve chegar antecipadamente, não sendo permitido reservar assentos previamente ou para outras pessoas. No pátio, haverá telões nos períodos da tarde e da noite, para garantir o distanciamento. Hoje, ainda há missas nos horários de 12h, 14h, 15h30, 17h, 18h30 e 20h.

Para a devota de Nossa Senhora de Fátima, Lucielma de Almeida, foi uma surpresa se deparar com o grande público na área externa do local, aguardando o fim da higienização realizada para a missa de 9h. “Cheguei aqui era 8h40, pensei que não ia haver tantas pessoas. Tinha muita gente, mas as portas estavam todas fechadas, porque eles estavam esterilizando lá dentro”, afirma. 

Por conta da ocupação interna, ela optou por assistir no pátio e se resguardar. Apesar disso, se sentiu feliz por poder assistir à celebração do dia 13 presencialmente após tantos meses de rezas virtuais. “Faz tempo que a gente não vem, fica até ansiosa”, acrescenta. 

Foto: Natinho Rodrigues

A estudante Rafaela Lemos compartilha do mesmo sentimento de ansiedade. Acostumada a estar presente na Igreja de Fátima todo dia 13 antes da pandemia, foi uma mudança abrupta ter de se adaptar ao modo online.

“Assistir em casa é muito bom, no conforto, mas nada substitui a igreja e estar aqui fisicamente”, declara.

Por isso, a jovem se preparou para chegar cedo, sabendo que a entrada ocorreria por ordem de chegada. Apesar da preparação, optou por ficar em uma área mais ventilada. “Garanto a minha segurança e a dos demais. Quanto menos aglomeração, melhor”, finaliza.

Cuidados

O retorno na Igreja de Fátima tem seguido os protocolos para evitar a propagação da Covid-19. No local, são disponibilizados álcool em gel, sendo necessário utilizar a máscara e respeitar o distanciamento social. “Várias equipes estão ajudando nesse dia para que tudo possa ocorrer bem e o nosso cuidado é com a saúde do outro”, declara o padre Ivan.

Entre as celebrações diárias, o local é sempre isolado para realizarem a higienização do espaço e permitir a entrada do outro grupo. “Terminou a missa, fecha as portas da frente e de lado, faz a limpeza rápida”, explica o pároco. Em decorrência deste protocolo, a missa de 6h da manhã de segunda-feira (14) foi retirada porque não havia como fazer a limpeza prévia no espaço.

Foto: Natinho Rodrigues

Retorno das Igrejas

Somando quase seis meses de suspensão das celebrações religiosas, as igrejas católicas retornaram no último dia 5 após liberação do arcebispo de Fortaleza, Dom José Antônio. No retorno gradual, os templos têm seguido uma série de protocolos sanitários, como higienização frequente, uso obrigatório de máscara e respeito ao distanciamento social. 

Segundo carta circular da Arquidiocese de Fortaleza, uma das mudanças apresentadas foi a decisão de que pessoas com problemas de saúde podem receber a comunhão em casa. Também foi colocada a importância de aumento o número de missas em horários diversos a fim de evitar aglomerações. 

Nesse retorno, o padre Ivan de Souza reforça a importância de pessoas dos grupos de risco permanecerem em casa e optarem por frequentar missas durante a semana, período com menor público. Outra opção é assistir às transmissões via redes sociais.

Foto: Natinho Rodrigues

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