Fortaleza reduz mortes no trânsito em 50 % e atinge meta da ONU

Dados são relativos a uma década; objetivo foi alcançado antes do fim do prazo, que termina em 2020.

Foto: Rafaela Duarte/SVM

Fortaleza se tornou uma das primeiras cidades no mundo a atingir a meta da Organização das Nações Unidas (ONU) ao reduzir pela metade a taxa de mortes no trânsito. Os motociclistas representaram 44,2 % do total de mortes. Os dados foram apresentados na manhã desta quinta-feira (16). 

O resultado foi alcançado antes do fim do prazo, que termina no final de 2020. Em 2019, foram registrados 7,4 óbitos por 110 mil habitantes e, em 2010, o índice era de 14,9 óbitos. 

Perfil de mortes

  • 44,2% motociclistas 
  • 40,6% pedestres
  • 10,7% ciclistas
  • 4,6% ocupantes de veículos de quatro rodas 

Os motociclistas são, na maioria, homens com idade entre 30 e 59 anos. E apesar de serem as principais vítimas, o número de mortes vem diminuindo ao longo dos anos. Em 2018, 101 motociclsitas morreram e, em 2019, o número caiu para 87, representando uma redução de 13,9%. 

Novas intervenções 

Para o primeiro semestre de 2020 são previstas as implantações de ciclofaixas em ruas e avenidas movimentadas da capital como as avenidas Antônio Sales, Coronel Carvalho e Pompílio Gomes, e nas ruas Desembargador Hermes Paraíba, Professor Otávio Lobo, dentre outras. 

"Há sete anos temos trabalhado para que vidas sejam preservadas, oferecendo condições seguras de deslocamento.A nossa presença ostensiva nas vias da cidade vem mudando o comportamento de condutores e pedestres no sentido de criar uma cultura de respeito às normas de circulação do trânsito", explicou o superintendente da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), Arcelino Lima.

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