Desigualdade de gênero é tema de palestra na Unifor

Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, professoras traçam paralelo sobre os 30 anos da Constituição

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Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: As professoras Zaneir Gonçalves e Gretha Leite Maia também participam do encontro hoje, às 9h, no auditório da Biblioteca da Unifor
Foto: FOTO: KLÉBER A. GONÇALVES

O Curso de Direito da Universidade de Fortaleza (Unifor) promoveu, na noite de ontem (7), uma palestra com o tema: 30 anos da Constituição Federal e a (des)igualdade de gênero - avanços, retrocessos e perspectivas. A proposta nasceu em alusão ao Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje.

Foram convidadas para compor a mesa do espaço as professoras Zaneir Gonçalves Teixeira (Unifor) e Gretha Leite Maia (UFC), ambas docentes da área jurídica, cujas falas voltaram-se à contextualização da presença feminina na representatividade política brasileira e como as políticas relacionadas às mulheres são encaradas nos últimos anos.

De acordo com a organizadora do evento e professora de Direito da Unifor, Tainah Simões Sales, "a ideia é primeiro homenagear a mulher, lembrar desse dia que é marcado de luta, de muita conquista de direito a troco de muito sangue e discutir, no âmbito do direito, o que se avançou e retrocedeu nesses 30 anos de Constituição".

Conforme a professora, o debate de ideias é importante tendo em vista o contexto atual do País. "A gente verifica que, passados esses 30 anos, ainda há muitos retrocessos em especial com essa crise política e institucionalque vivemos, por isso é importante a gente falar desses temas que não estão suficientemente bem consolidados", pontuou.

A palestrante e professora da Universidade Zaneir Gonçalves Teixeira fez uma recordação do que ela considerou a "pré-história da Constituição Cidadã de 1988", ao lembrar os embates políticos de grupos feministas e como eles adquiriram espaço e conseguiram aprovar cerca de 85% das suas proposições na Carta Magna, tendo somente 25 membros na bancada feminina.

"Por que em 1987, o movimento das mulheres era organizado o suficiente para conduzir e unir uma bancada minúscula; e o que aconteceu de 1988 para cá em que a gente vive um cenário de retrocesso?", questionou a professora ao considerar o a bancada federal atual como um grupo de mulheres que não possui um pensamento unificador.