Desenvolvimento conjunto de ações estimula melhorias nas cidades

Planejamento em diversas frentes é fundamental para melhorar a qualidade de vida em Fortaleza. Arquiteta comenta pontos que devem ser levados em consideração pela gestão local

Legenda: Em Fortaleza, para além dos incentivos em mobilidade urbana, é preciso se trabalhar diferentes setores para melhorar a cidade como um todo
Foto: Shutterstock

Mobilidade urbana, arborização, abrangência da rede de saneamento básico, condições de acessibilidade e tantos outros pontos são elementos que compõem o campo de estudo do urbanismo. Dentro do escopo de desenvolvimento de uma cidade, a união desses aspectos e o quanto eles estão disponíveis para a população é o que auxilia a definir a qualidade de vida em um local. 

Para tanto, um planejamento urbano adequado é fundamental para que sejam realizadas ações que, unidas, melhoram o cotidiano da população. Nos últimos anos, Fortaleza tem investido em ações em prol desse planejamento urbano. Um dos exemplos mais ressaltados é o aumento da malha cicloviária, que atualmente se estende por 391 km da Capital. Outros também podem ser levados em consideração, como: vias que tiveram a velocidade máxima de deslocamento reduzida, o que auxilia a diminuir o índice de acidentes fatais, e a implantação de 17 áreas de trânsito calmo. 

De acordo com a arquiteta Luana Cavalcante, o principal indicador de avaliação da qualidade de vida em uma cidade é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Para exemplificar, Luana destaca Curitiba, capital do Paraná, que possui extensa cobertura vegetal e uma rede de transporte público eficiente. “Vale ressaltar que quanto mais investimentos se faz em transporte público, menos se estimula o uso do transporte individual; o que contribui para menores taxas de poluição atmosférica”, pontua. 

Em Fortaleza, o bairro Meireles é o que possui melhor IDH, sendo igual, em comparação, ao da Noruega. Dessa forma, Luana explica que é preciso que se desenvolvam ações que elevem o nível de qualidade em outras áreas da cidade e não apenas em uma região. “E como resolver? Direcionando o enfoque - planos e projetos -, e o orçamento, para obras de infraestrutura básica nas regiões com piores indicadores. Diria que um bom começo seria ofertar saneamento básico em todo o município.”

Avanços

Acerca da malha cicloviária de Fortaleza, Luana ressalta que foi realizado uma melhora na área de cobertura e que é possível perceber a mudança de hábitos no comportamento da população. Contudo, garantir que essa cobertura esteja além dos bairros com melhores índices de IDH é um passo necessário. “Para além disso, sabemos que o clima da cidade exige um plano de arborização que seja integrado à expansão da malha cicloviária e às reformas nas condições das calçadas. Sobre este último ponto, ressalto: há de se pensar, urgentemente, na qualidade do espaço cotidiano do pedestre”, destaca Luana. 

Sobre o tema da caminhabilidade, Fortaleza ainda está no processo de desenvolvimento de melhorias. Neste ano, recebeu o prêmio Cidade Caminhável 2021, promovido pelo movimento SampaPé, em decorrência do Plano Municipal de Caminhabilidade, desenvolvido pela Prefeitura da Capital. No documento, são elaboradas ações e diagnósticos sobre estratégias para tornar a cidade mais caminhável nos próximos anos. 

A arquiteta acredita que o enfoque atual da gestão municipal deva ser na integração, sem projetos e planos pensados de forma isolada. Além disso, é preciso compreensão de que há “várias Fortalezas dentro de Fortaleza”, ou seja, atenção às particularidades e demandas de cada região. 

Urbanidade

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