Da faculdade para maior crise da Saúde: médicos recém-formados contam medos e rotinas na assistência

Novos profissionais prestam atendimento a pacientes com coronavírus em Fortaleza. Eles atuam em unidade de retaguarda, UPAs e Samu

Legenda: Profissionais relatam os desafios e a rotina extenuante de quem está na linha de frente
Foto: Foto: Helene Santos

Os efeitos no sistema de saúde causados pela pandemia do novo coronavírus fizeram com que o Ministério da Educação (MEC) autorizasse a formatura antecipada de alunos da área da Saúde. Em Fortaleza, jovens médicos entraram no mercado de trabalho em meio a um cenário desafiador até para profissionais veteranos.

Daniel Cardoso (23 anos), Luiz Carlos Sucupira (24) e Alberto Leitão (26) são egressos da Universidade de Fortaleza. Estão entre os 82 concludentes de Medicina, Enfermagem e Fisioterapia que tiveram a formatura antecipada em caráter especial por conta da Covid-19. Logo após o recebimento do certificado de conclusão do curso, no dia 14 de abril, e da inscrição no Conselho Regional de Medicina (Cremec), começaram os atendimentos na Capital.

Em poucos dias, foram designados para Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Serviço Móvel de Urgência (Samu) e hospital de retaguarda, exclusivo para o tratamento da doença, o Leonardo Da Vinci. Enfrentando uma rotina extenuante de trabalho, medo de contágio da Covid-19, e desafiando a si mesmos, eles abraçaram a missão de dar assistência aos infectados e contaram ao Diário do Nordeste sobre os primeiros dias servindo na linha de frente.

Os novos médicos atuam em serviços de saúde da Capital desde o mês passado, quando participaram de colação de grau antecipada para atuar no enfrentamento ao novo coronavírus. Os profissionais relatam os desafios e a rotina da conduta diária a pacientes contaminados.

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