Ceará tem 67 pacientes com Covid-19 na fila de espera por leito de UTI

Infectados pelo novo coronavírus demandam internação em Unidades de Terapia Intensiva, aponta Dr. Cabeto

UPA no Ceará
Legenda: Atualmente, a rede de saúde dispõe de 640 leitos de UTI a mais que em setembro do ano passado
Foto: Arquivo

O secretário da Saúde do Ceará, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, o Dr. Cabeto, afirmou na manhã desta sexta-feira (19) que 67 pacientes com Covid-19 estão em Unidades de Pronto Atendimento (Upas) na fila de espera por leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

"No dia de hoje, aproximadamente 67 pessoas estão nas Upas do Ceará precisando de leito de UTI", pontuou o titular da Pasta. 

A demanda por acomodações de alta complexidade para assistência de infectados pelo novo coronavírus acontece em um cenário de expansão de leitos no Estado. Conforme Dr. Cabeto, atualmente, a rede de saúde dispõe de 640 leitos de UTI a mais que em setembro do ano passado.

"Nós vamos chegar agora, no final de março, em quase 800 leitos de terapia intensiva, e no início de abril, quase mil leitos. Estamos nos preparando da maneira mais correta", avaliou. 

Reforço

Dr. Cabeto revelou que as Upas serão equipadas com mais 60 leitos de UTI e cada hospital regional, como o Quixeramobim e Sobral, terá um acréscimo de mais 40 leitos. A decisão foi tomada ainda nessa quinta-feira (18). 

Isso porque, o atual cenário de contágio da Covid-19 em todos os 194 municípios do Ceará, alerta o secretário, "começa a se assemelhar ao que vivenciamento em abril do ano passado", período de pico da pandemia.

"Nesse momento, a pandemia expande em quase todas as regiões do Ceará. É preciso muita prudência".

Nova variante

Como agravante, ele cita que a circulação da nova variante no Estado impõe a necessidade de cuidados preventivos ainda mais intensos, a exemplo da reclusão domiciliar que reduz a transmissiblidade viral da doença pandêmica. 

"Existem muitas dúvidas sobre mutações, o potencial de contágio, a gravidade dessas mytações, e possível, sim, que algumas dessas mutações interfiram principalmente na resposta das vacinas. Por esse motivo, é preciso maior isolamento", 

Atualmente, o Ceará tem três pacientes diagnosticados com a nova cepa oriunda de Manaus e investiga outros 107 casos suspeitos, sendo 57 homens e 50 mulheres. Além do perfil por gênero, a Sesa também detalhou que 71 deles, isto é, 66,36%, são viajantes e outros 36 (33,34%) contactantes.

 

 

 

 

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