65% dos deslocamentos em Fortaleza são a pé, de ônibus ou bicicleta, aponta estudo

Dados inéditos da Pesquisa Origem-Destino, desenvolvida pela Prefeitura de Fortaleza, indicam que “meios sustentáveis” já são os mais utilizados para transporte na cidade

Escrito por Redação, metro@svm.com.br

Metro
Legenda: Deslocamentos a pé e de ônibus lideram demanda em Fortaleza
Foto: Foto: Fabiane de Paula

Seja por questões financeiras, seja para otimizar o tempo no dia a dia, o fortalezense tem se deslocado a cada dia menos por transportes individuais motorizados. Dados da Pesquisa Origem-Destino 2019, desenvolvida pela Prefeitura de Fortaleza, mostram que 65% dos deslocamentos diários realizados na Capital já são por meio de caminhada, ônibus ou bicicleta.

A maioria das viagens (32%) é feita a pé; 28%, de ônibus; 26%, de carro; 9%, de motocicleta; e 5%, de bicicleta. Apesar de concentrar a menor parcela das viagens diárias, as "magrelas" já são utilizadas em cerca de 20% das entregas comerciais feitas na cidade. Assim, os chamados “modos sustentáveis” respondem por mais de seis a cada dez deslocamentos feitos por quem vive na capital cearense.

5 milhões
é o total de deslocamentos diários em Fortaleza. Cerca de 3,2 milhões deles (65%) têm como destino os locais de trabalho ou estudo.

Os dados da pesquisa foram divulgados na manhã desta quarta-feira (4) pelo secretário executivo de Conservação e Serviços Públicos, Luiz Alberto Saboia, durante o 4° Seminário Internacional de Políticas Públicas Inovadoras para Cidades, realizado no Centro de Eventos do Ceará.

“Temos uma malha viária de 4.400 km, uma frota de veículos de 1,1 milhão, dos quais 320 mil motocicletas. Mil semáforos, 2 mil ônibus todos os dias rodando na cidade e 5 milhões de deslocamentos diários. Esse é o universo que precisamos administrar todos os dias em Fortaleza”, expõe Saboia.

Pesquisa

A partir da análise, a Prefeitura pretende elaborar, sobretudo, ações de melhorias do transporte público. O último estudo semelhante foi feito em Fortaleza para a implantação do metrô e data de 1996. Em grandes cidades, a periodicidade ideal é de dez em dez anos. O estudo visitou cerca de 23 mil domicílios, com estimativa de que 100 mil pessoas tenham sido consultadas desde julho de 2018.