Pedro Martins, novo CEO do Fortaleza, anuncia fim do cargo de diretor de futebol e reestruturação financeira
CEO do Fortaleza, explicou mudanças no futebol do Fortaleza
Pedro Martins, novo CEO de futebol do Fortaleza, detalhou como tem sido os primeiros dias de trabalho no clube cearense. Anunciado no último dia 28 de dezembro, ele foi apresentado nesta quarta-feira (7), no Pici. O profissional explicou como têm ocorrido as ações para resolver saída e chegada de jogadores, falou da reestruturação financeira, a busca pelo novo patrocinador master e a extinção do cargo de diretor de futebol, cargo anteriormente ocupado por Sérgio Papellin.
Tenho conversado bastante com o Conselho da SAF, com o presidente. Em função do orçamento e da forma de trabalhar, a ideia é não ter mais a cadeira de diretor de futebol. A gente divide a estrutura de funcionamento do departamento em gerências. Tem a de mercado, a operacional, a técnica... Queremos construir algumas gerências que vão resolver os problemas do dia-a-dia, com mais autonomia, mas vamos escolher as pessoas com as características certas.
“Tudo pensando na solução de problemas. Precisamos ganhar velocidade, ganhar processo e fazer com que o clube seja cada vez mais profissional. Então, as decisões que estão sendo tomadas, e essa de não ter a cadeira de diretor de futebol, é para que a gente consiga acelerar e ganhar cada vez mais com pessoas qualificadas no desenvolvimento do projeto esportivo do Fortaleza”, completou.
REESTRUTURAÇÃO FINANCEIRA
“O Fortaleza foi muito bem gerido nos últimos anos. Não é um clube que negligenciou suas contas durante muito tempo. Quando a gente compara com outros clubes brasileiros, o problema é muito maior. Hoje estamos falando do problema de uma temporada. É fácil de resolver? Não. Mas o clube é grande, tem capacidade de angariar receitas, de conseguir potencializar toda a sua área comercial”, pontuou.
“Fazer um trabalho muito forte no aspecto comercial, e a torcida é fundamental nisso, e enxugar custos. É renegociar, repactuar contratos, tomar decisões razoáveis para o momento, fazer essa estrutura de custo do clube caber dentro da nova realidade e fazer isso procurar montar uma equipe competitiva. Não é simples, mas é possível”, detalhou.
“Dentro do processo de gestão de dívidas que precisa ser solucionado, apesar de ser um momento de turbulência, quando você para e olha para o futuro, o Fortaleza, com o tamanho que tem, consegue resolver. Não está nem um pouco perto diante do cenário que conseguimos encontrar no futebol brasileiro. É uma turbulência, mas não é o caos. E esse mar agitado, a gente passa. Esse projeto é sólido e, a partir do momento que a gente virar essa página, o livro é muito bonito”, completou.
PATROCINADOR MASTER
"Com relação a patrocínio, nesse primeiro momento, precisei focar muito no futebol. A gente preferiu dividir para conquistar. Há algumas frentes trabalhando. Nossa direção comercial está trabalhando para tentar identificar o parceiro certo. Pela grandeza da marca, o Fortaleza já recebeu algumas propostas, mas vamos tomar a melhor decisão pensando não só no que o clube necessita de caixa para agora, mas também precisa ser uma marca que faça sentido para o perfil do Fortaleza", citou.
SAÍDAS E CHEGADAS DE JOGADORES
“Temos conversado com o Carpini e a comissão técnica. Precisamos elaborar um plano que pense na construção de uma equipe competitiva e forte para conseguirmos atingir os objetivos da temporada e, ao mesmo tempo, fechar a conta, respeitar o orçamento do Fortaleza. Então, estamos conversando individualmente, com cada jogador e seu staff, para tentar resolver o caso. Alguns têm que sair. Outros estão fazendo renegociações. Mas queremos fazer isso o mais rápido possível. Pensando, obviamente, em proteger o momento financeiro do Fortaleza, mas também respeitando a vontade do atleta e o que ele quer como próximo passo”, explicou.
“Estamos tentando resolver isso da maneira mais frontal possível. Tenho conversado muito com eles e com os clubes no mercado para que as saídas ocorram de maneira rápida e sustentável. É assim que a gente vai seguir. É equilíbrio. Sempre podendo pagar conta, mas sem deixar de montar um Fortaleza forte para a próxima temporada. E tem dois grandes pontos: os reforços que podem vir e os que vão ficar. Os atletas que tem contrato com o Fortaleza, que tem o perfil da competição, do que a gente quer, alguns devem ficar para que a gente consiga manter uma equipe competitiva pensando nos objetivos desse ano”, disse Pedro Martins.
VENDA DE JOGADORES
“‘Todo clube precisa trabalhar com orçamento de venda de jogadores. Nossa ideia, dentro do que for possível, é conseguir potencializar as vendas de alguns ativos. Principalmente se forem atletas que não cabem dentro da nossa estrutura orçamentária. No caso do Pierre, posso dizer que a compra foi feita pensando no futuro do Fortaleza, no potencial do atleta, em nenhum momento pensamos em comprar para já vender. É um ativo do clube. Não só ele, mas outros dentro da organização, que têm tudo a ver com a identidade que forjou o Fortaleza durante muito tempo e com o que o Carpini quer dar continuidade como equipe e como perfil de jogo”, finalizou.
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