Travesti é morta a tiros na zona rural de Cascavel

A vítima não tinha antecedentes criminais, informou a Secretaria da Segurança Pública

Escrito por Redação,

Segurança

Uma travesti identificada como Jacó Ângelo da Silva, de 26 anos, foi morta por disparos de arma de fogo, na noite da última sexta-feira (25), no bairro Sítio Bica, na zona rural de Cascavel, Região Metropolitana de Fortaleza. Até o momento, ninguém foi preso.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, a vítima não tinha antecedentes criminais. A Polícia Militar foi chamada para atender o homicídio. Uma equipe da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) também esteve no local, e a Polícia Civil investigará o caso.

Outro caso

No dia 4 de novembro, outra travesti, de nome social Sandy, 29, foi morta a tiros na localidade de Tijucussu, na zona rural de Cascavel. Ela vendia rifas no momento do crime. A vítima não tinha antecedentes criminais, segundo a Secretaria da Segurança Pública.

Várias cápsulas de pistola foram encontradas ao lado do corpo da vítima. A pasta informou que as polícias Civil e Militar realizam diligências para capturar os autores do crime. A Delegacia de Cascavel investiga o caso. 

Dados

Em 2019, foram 11 travestis ou transexuais mortas no Ceará, conforme a Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra). A quantidade de homicídios levou o estado à segunda posição no ranking de crimes contra travestis do Brasil. O Ceará ficou atrás apenas de São Paulo, estado no qual foram mortas 21 pessoas, em igual período.

Os homicídios foram registrados nas cidades de Fortaleza, Chorozinho, Sobral, Guaiuba, Horizonte, Pacatuba, Maracanaú, Caucaia, Tarrafas e Juazeiro do Norte

O "Dossiê: assassinatos e violência contra travestis e transexuais brasileiras em 2019" é realizado, anualmente, a partir de informações obtidas pela Antra com pessoas vinculadas à organização e reportagens produzidas por veículos de comunicação de todos os estados.

Anos anteriores

Em 2018, o Ceará aparecia como quarto estado mais violento para pessoas trans, registrando 13 assassinatos; no ano anterior, em 2017, foram 16, e o estado figurou na terceira posição na questão da violência letal contra a comunidade. 

Ao todo, nos três últimos anos, segundo a Antra, foram, pelo menos, 40 vidas trans ceifadas no Ceará. Neste quesito, o estado também aparece em segundo lugar, dividido com a Bahia e atrás apenas de São Paulo, cujos assassinatos somaram 51.

Tentativas de homicídio

O Ceará também é o segundo do país no registro de tentativas de homicídio contra a população transgênero - dividindo a posição no ranking violento com o Rio Grande do Sul.

Em 2019, houve cinco registros desta modalidade registradas nas cidades de Fortaleza e Juazeiro do Norte. Em primeiro lugar, o Estado de São Paulo aparece novamente, com 12 identificações.

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