Homem que confessou matar escrivão em delegacia é transferido para Ceará após ser preso em São Paulo

Antônio Josivan foi capturado há uma semana e já está no sistema penitenciário do Estado

suspeito de matar escrivão em Tauá
Legenda: O suspeito foi detido 37 dias após matar o agente civil
Foto: Divulgação/PC

O homem indiciado como o autor dos disparos que matou um escrivão da Polícia Civil em Tauá foi transferido de São Paulo, onde estava foragido há 37 dias, para Fortaleza na noite de sexta-feira (11).  Antônio Josivan Lopes Silva, de 30 anos, já está recluso no sistema penitenciário do Ceará.

suspeito de matar escrivão em Tauá
Legenda: O suspeito foi detido 37 dias após matar o agente civil
Foto: Divulgação/PC

Preso em São Bernardo do campo no último domingo (6), Antônio Josivan chegou a confessar, no momento da captura, ter assassinado o escrivão Aloísio Alves Lima Amorim, 60, na Delegacia Regional de Tauá no dia 30 de abril.

O escrivão morreu na madrugada do dia 30 de abril após conduzir o suspeito e um comparsa dele para prestar depoimento na delegacia de Tauá. A dupla havia sido presa por tráfico de drogas no município de Pedra Branca.

Mesmo algemado, Josivan disparou contra a nuca do agente e fugiu na sequência. O segundo homem foi recapturado horas depois. 

No dia 2 de maio, a Secretaria Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) chegou a incluir o suspeito na lista dos criminosos mais procurados do Ceará. 

Legenda: O escrivão Aloísio Alves Lima Amorim, de 60 anos, teve a própria arma tomada por Antônio Josivan Lopes Silva, 30, preso por tráfico de drogas
Foto: Arquivo pessoal

Captura

Há uma semana, porém, Antônio Josivan foi localizado pela Polícia Civil de São Paulo. Algemado, ele contou detalhes do crime e disse que a vítima havia deixado a arma em cima de uma mesa. Em um vídeo que circulou nas redes sociais, o agente insiste por mais detalhes sobre o crime, mas ele responde: "Aí eu só posso dizer na frente do meu advogado, senhor". 

O policial então, o pressiona: "Você tem que ser homem de assumir que você executou ele, porque na hora de apertar você teve coragem suficiente para ser covarde e apertar o polícia". 

"Eu já assumi, senhor, eu tô assumindo", verbaliza. Momentos antes, ele chegou a relatar que o crime "não foi por querer. Foi em uma defesa, eu não mexo com pistola", complementou.

 

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