Várzea Alegre vive drama do isolamento

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Redação producaodiario@svm.com.br
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Foto: Antônio Vicelmo

Várzea Alegre (Sucursal/Crato) — A cidade de Várzea Alegre vive um quadro desolador. Totalmente isolada, em razão do corte das estradas, a comunidade começa a sofrer as conseqüências da falta de comunicação. A adutora que abastece a cidade foi cortada pelas águas. Uma carroça com água está sendo vendida a R$ 8,00. As equipes do Programa de Saúde da Família (PSF) não estão conseguindo se deslocar para os distritos que estão com as estradas intransitáveis. Algumas pessoas doentes foram resgatadas pelo helicóptero da Polícia Militar. Começa a faltar alimentos no comércio.

A comerciante Ilvan Mendes Fiúza diz que faltam queijo e carne. O arroz subiu de preço. O estoque de combustível está no fim. Apenas um posto dispõe de gasolina. O único transporte que está conseguindo rodar nas estradas danificadas é a moto. Mesmo assim, o motoqueiro tem que pagar um pedágio no valor de R$ 5,00 para passar nos pontos mais críticos. A moto é transportada nos braços pelos carregadores. Carros foram deixados a 10 quilômetros da sede da cidade, diante do acesso cortado.

O prefeito João Eufrásio Nogueira informou que o maior problema é o isolamento da cidade. Ontem, ele esteve no Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transportes (Dnit), solicitando a recuperação da BR-230 que faz a ligação com o Cariri. A diretoria-regional prometeu tomar as providências. Equipes do Departamento de Edificações, Rodovias e Transportes (Dert), estão tentando fazer um desvio na estrada Várzea Alegre-Iguatu, cuja ponte desabou. Outro desvio está sendo feito no acesso para Lavras da Mangabeira.

O prefeito diz que, mesmo com a construção dos desvios, o tráfego será precário. O acesso será para carros pequenos. Ontem, uma equipe da Defesa Civil do Estado esteve em Várzea Alegre, fazendo um levantamento dos prejuízos que, segundo o prefeito, são incalculáveis. Até agora, não chegou nenhuma ajuda. O prefeito está preocupado com a demora no atendimento. Há mais de 15 dias que as estradas foram cortadas e, até o fechamento desta edição, o trânsito não havia sido restabelecido.