Sobral é referência em Caps
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Após repercussão pela morte de paciente com transtorno mental, rede de saúde mental hoje é exemplo de assistência
Sobral. Eles chegam de todas as partes, acompanhados de familiares ou não, e encaminhados aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Lá, pessoas com transtornos mentais recebem assistência psicossocial e desenvolvem atividades de integração familiar e comunitária, evitando a estigmatização e o isolamento social. Além disso, realizam atividades de cunho econômico, político e sociocultural que propiciem o exercício da cidadania.
O atendimento é individual. É feito em cada paciente uma avaliação, para depois receber um tratamento medicamentoso, psicoterápico, de orientação e familiar. Por conta disso, a saúde mental neste Município tem extrapolado os limites da clínica, atuando de modo a propiciar a desestigmatização, a inserção social e comunitária da pessoa portadora de transtorno mental. Para atingir tais objetivos tem sido imprescindível o apoio da sociedade civil e Organizações Governamentais.
O Caps que trata de viciados em álcool e drogas (Caps-AD) oferece diversas atividades no âmbito da atenção: atendimento individual (medicamentoso, psicoterápico, de orientação, entre outras); atendimento grupal (psicoterapia, grupo operativo); atendimento em oficinas terapêuticas; atenção domiciliar; atendimento voltado à família e atividades comunitárias, buscando a integração do dependente químico no contexto comunitário, assim como a inserção familiar e social.
Outro tipo de atendimento é o de desintoxicação. Diante da realidade enfrentada, o Caps-AD de Sobral já iniciou a realização de estudos com vistas à implantação de uma política de redução de danos no Município, bem como a habilitação de serviços hospitalares de referência para a atenção integral aos usuários de álcool e outras drogas. Tais políticas contribuirão para a humanização da atenção ao usuário, proporcionando melhoria na qualidade de vida.
Há em Sobral a Rede de Atenção Integral à Saúde Mental (Raism), coordenada pela médica psiquiatra Márcia Mont´Alverne de Barros. É composta pelos serviços: Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD) Geral II Damião Ximenes Lopes, especializado no tratamento de pessoas com transtornos mentais severos e persistentes; Caps AD Maria do Socorro Lima Vitor, especializado no tratamento de pessoas com dependência química; um Serviço Residencial Terapêutico (SRT), uma unidade de internação psiquiátrica Dr. Odorico Monteiro de Andrade, no Hospital Geral Doutor Estevam Ponte (UIPHG); e um ambulatório de psiquiatria, para cobertura regional, localizado no Centro de Especialidades Médicas (CEM).
Tais serviços articulam-se entre si, com as 48 equipes distribuídas em 28 centros de saúde da família, dos quais 15 na sede e 13 nos distritos, e com saúde mental comunitária.
Humanização
Segundo Márcia Mont´Alverne, a Rede é caracterizada por uma política de saúde mental humanizada, de qualidade, de base comunitária, baseando-se nos princípios do SUS, apresentando diversidade terapêutica em seus diferentes níveis de complexidade, favorecendo a participação social e a avaliação das políticas na área.
A Raism de Sobral foi selecionada para produção de vídeo da saúde mental na Atenção Primária à Saúde. Houve um levantamento das cidades que se destacam pelo trabalho, levando em conta uma rede efetiva de saúde mental articulada à rede de atenção primária à saúde, o trabalho com a comunidade, a dificuldade de acesso em algumas localidades do País, dentre outras questões. Além de Sobral, o s Municípios selecionados para dar subsídios à produção do vídeo foram: Parintins (AM), Fortaleza (CE), Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Campinas (SP) e Florianópolis (SC).
"O modelo adotado em Sobral é considerado um marco na realização da Reforma Psiquiátrica, pois possibilitou a inversão do modelo anterior, de característica hospitalocêntrico, segregador, cronificador, para uma atenção extra-hospitalar, de base comunitária, propiciadora da inclusão familiar, comunitária e social da pessoa com transtorno mental", destaca.
Homenagem
O Caps-AD Damião Ximenes Lopes ganhou esse nome em memória do paciente em tratamento que morreu, segundo relatos, durante internação na Casa de Repouso Guararapes. Por conta disso, a instituição teve suas portas fechadas pelo SUS. As circunstâncias estranhas de sua morte e o desnudamento das péssimas condições de cuidado que havia no serviço levaram ao seu descredenciamento.
O incidente tomou repercussão internacional. Em 1º de outubro de 1999, Albertina Ximenes internou seu filho, Damião, na Casa de Repouso Guararapes - única clínica psiquiátrica da região de Sobral, privada mas credenciada no SUS. Três dias mais tarde, a mulher tentou visitá-lo, mas foi impedida. Inconformada, entrou na clínica gritando o nome do filho. Damião veio ao seu encontro com escoriações e hematomas.
Albertina procurou o médico responsável, Francisco Vasconcelos, que prescreveu alguns medicamentos. Acreditando que o filho seria bem tratado, ela voltou para casa. Na segunda visita, Albertina encontrou Damião completamente nu e com as mãos amarradas. A mãe deixou o hospital transtornada, e antes mesmo de chegar à sua residência, recebeu a notícia de que Damião havia morrido.
O laudo assinado por Francisco Ivo de Vasconcelos - diretor da Casa de Repouso Guararapes e legista do IML de Sobral - apontou a morte de Damião em função de uma parada cardiorrespiratória. A família então decidiu levar o corpo para o IML de Fortaleza, que atestou morte real de causa indeterminada. Irene, irmã de Damião Ximenes, denunciou o ocorrido e a dificuldade de obtenção de provas a todas as autoridades competentes. Não tendo sucesso na Justiça brasileira, enviou a denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
A denúncia foi apresentada em novembro de 1999, mas só em 2002 foi iniciado o processo. A Corte Interamericana de Direitos Humanos responsabilizou o Estado brasileiro por violar o direito à integridade pessoal, à vida, à proteção judicial e às garantias judiciais assim como entendeu que o Brasil havia infringido o dever de respeitar e garantir os direitos expostos na Convenção Americana de Direitos Humanos. Por unanimidade, a 2ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça do Estado (TJCE) condenou a Casa de Repouso Guararapes, o médico Francisco Ivo de Vasconcelos e o diretor Sérgio Antunes Ferreira Gomes a pagar R$ 150 mil de indenização à mãe do paciente.
Rede
48 equipes de saúde atuam na Rede de Atenção Integral à Saúde Mental, em Sobral. As equipes são distribuídas em 28 centros de saúde da família, sendo 15 na sede e 13 nos distritos
MAIS INFORMAÇÕES
Secretaria de Saúde de Sobral, Rua Viriato de Medeiros, 1250, Centro - Zona Norte
(88) 3611.7758
WILSON GOMES
COLABORADOR
SOCIALIZAÇÃO
Crateús realiza oficinas e ação comunitária junto às famílias
Faz parte do passado isolar o portador de transtorno psíquico. Atualmente, a meta busca a socialização
Crateús. Um total de 3.349 pacientes são cadastrados no Centro de Atendimento Psicossocial (Caps) deste Município, advindos da própria cidade e também das vizinhas Ararendá, Independência, Ipaporanga, Nova Russas, Ipueiras, Monsenhor Tabosa, Quiterianópolis e Poranga, para as quais o Centro é referência de atendimento. O Caps é um serviço extra hospitalar de assistência pública aos problemas de saúde mental, individual e coletiva.
Acolhimento, aconselhamento, agendamento, consultas iniciais e retorno, acompanhamento pelos profissionais médico (psiquiatra), psicólogo, enfermagem, farmacêutico, psicopedagógico e terapeuta ocupacional, visitas domiciliares, sessões terapêuticas, oficinas, grupos e aplicação de medicação são atividades realizadas diariamente pelo Centro junto aos pacientes deste Município e também da região.
Segundo dados do Caps, o maior número de atendimentos na instituição ocorre no setor farmacêutico, que dispensa pouco mais de mil medicamentos mensalmente aos pacientes em tratamento. O atendimento pelo médico psiquiatra vem em segundo lugar, com 350 atendimentos mensais, seguido pelo atendimento de psicólogo, que registra em torno de 100 por mês. Outras atividades frequentes são as atividades em grupo, que movimentam bastante a unidade e pacientes, além da terapia ocupacional e as visitas domiciliares nas famílias.
Alfabetização
Na Sala de Aprendizagem e Desenvolvimento, recentemente instalada na sede do Caps são realizadas ações com os pacientes. Ali são feitas atividades de alfabetização e desenvolvimento por meio de atividades lúdicas com 21 alunos, semanalmente. Oficinas terapêuticas de educação e saúde, música e reciclagem também são realizadas no local.
Em parceria com outros órgãos presentes na cidade, a direção do Caps realiza atividades fora do ambiente da instituição, com vistas a dinamizar o atendimento e tratamento aos pacientes, bem como levar informações e orientações à população. A unidade já realizou atividades nas Secretarias de Educação, Assistência Social, núcleos dentro da própria Secretaria de Saúde, Liceu de Crateús e até com o Ronda do Quarteirão.
"Buscamos sempre levar informações e prevenção para a população", diz a coordenadora do órgão, Dilene Catunda. Assim, palestras e oficinas terapêuticas são realizadas pela instituição em Escolas, por exemplo. A Escola Estadual Lourenço Filho recebeu palestra sobre drogas esta semana, proferida pelo farmacêutico do Caps, que abordou especialmente o uso de drogas e suas consequências na vida dos jovens.
Ressaltando as atividades em grupo como fundamentais no tratamento e socialização dos pacientes, a coordenação planeja com frequência a realização destes momentos. Na última sexta-feira, alguns pacientes, funcionários e profissionais realizaram passeio para uma fazenda na zona rural do Município, onde desfrutaram de lazer e diversão. "Foi um momento de socialização, interação e comunicação, buscando, por meio desta terapia, um melhor convívio, proporcionando momento de lazer e alegria para alguns membros de Crateús que utilizam o serviço, pessoas merecedoras de carinho e de convívio social", pontuou ela.
De acordo com a coordenadora, novos projetos estão sendo gestados para logo fazerem parte do dia a dia dos pacientes no Caps: massoterapia, oficinas de crochê e biscuit. "Atividades terapêuticas são muito importantes na melhoria do estado de saúde do paciente", diz a coordenadora.
Importância
"A terapia é importantes na saúde, socialização e integração do paciente"
Dilene Catunda
Coordenadora do Caps de Crateús
MAIS INFORMAÇÕES
Secretaria de Saúde
Município de Crateús
Sertão dos Inhamuns
(88) 3692.3315
SILVANIA CLAUDINO
REPÓRTER
Sobral. Eles chegam de todas as partes, acompanhados de familiares ou não, e encaminhados aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Lá, pessoas com transtornos mentais recebem assistência psicossocial e desenvolvem atividades de integração familiar e comunitária, evitando a estigmatização e o isolamento social. Além disso, realizam atividades de cunho econômico, político e sociocultural que propiciem o exercício da cidadania.
O atendimento é individual. É feito em cada paciente uma avaliação, para depois receber um tratamento medicamentoso, psicoterápico, de orientação e familiar. Por conta disso, a saúde mental neste Município tem extrapolado os limites da clínica, atuando de modo a propiciar a desestigmatização, a inserção social e comunitária da pessoa portadora de transtorno mental. Para atingir tais objetivos tem sido imprescindível o apoio da sociedade civil e Organizações Governamentais.
O Caps que trata de viciados em álcool e drogas (Caps-AD) oferece diversas atividades no âmbito da atenção: atendimento individual (medicamentoso, psicoterápico, de orientação, entre outras); atendimento grupal (psicoterapia, grupo operativo); atendimento em oficinas terapêuticas; atenção domiciliar; atendimento voltado à família e atividades comunitárias, buscando a integração do dependente químico no contexto comunitário, assim como a inserção familiar e social.
Outro tipo de atendimento é o de desintoxicação. Diante da realidade enfrentada, o Caps-AD de Sobral já iniciou a realização de estudos com vistas à implantação de uma política de redução de danos no Município, bem como a habilitação de serviços hospitalares de referência para a atenção integral aos usuários de álcool e outras drogas. Tais políticas contribuirão para a humanização da atenção ao usuário, proporcionando melhoria na qualidade de vida.
Há em Sobral a Rede de Atenção Integral à Saúde Mental (Raism), coordenada pela médica psiquiatra Márcia Mont´Alverne de Barros. É composta pelos serviços: Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD) Geral II Damião Ximenes Lopes, especializado no tratamento de pessoas com transtornos mentais severos e persistentes; Caps AD Maria do Socorro Lima Vitor, especializado no tratamento de pessoas com dependência química; um Serviço Residencial Terapêutico (SRT), uma unidade de internação psiquiátrica Dr. Odorico Monteiro de Andrade, no Hospital Geral Doutor Estevam Ponte (UIPHG); e um ambulatório de psiquiatria, para cobertura regional, localizado no Centro de Especialidades Médicas (CEM).
Tais serviços articulam-se entre si, com as 48 equipes distribuídas em 28 centros de saúde da família, dos quais 15 na sede e 13 nos distritos, e com saúde mental comunitária.
Humanização
Segundo Márcia Mont´Alverne, a Rede é caracterizada por uma política de saúde mental humanizada, de qualidade, de base comunitária, baseando-se nos princípios do SUS, apresentando diversidade terapêutica em seus diferentes níveis de complexidade, favorecendo a participação social e a avaliação das políticas na área.
A Raism de Sobral foi selecionada para produção de vídeo da saúde mental na Atenção Primária à Saúde. Houve um levantamento das cidades que se destacam pelo trabalho, levando em conta uma rede efetiva de saúde mental articulada à rede de atenção primária à saúde, o trabalho com a comunidade, a dificuldade de acesso em algumas localidades do País, dentre outras questões. Além de Sobral, o s Municípios selecionados para dar subsídios à produção do vídeo foram: Parintins (AM), Fortaleza (CE), Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Campinas (SP) e Florianópolis (SC).
"O modelo adotado em Sobral é considerado um marco na realização da Reforma Psiquiátrica, pois possibilitou a inversão do modelo anterior, de característica hospitalocêntrico, segregador, cronificador, para uma atenção extra-hospitalar, de base comunitária, propiciadora da inclusão familiar, comunitária e social da pessoa com transtorno mental", destaca.
Homenagem
O Caps-AD Damião Ximenes Lopes ganhou esse nome em memória do paciente em tratamento que morreu, segundo relatos, durante internação na Casa de Repouso Guararapes. Por conta disso, a instituição teve suas portas fechadas pelo SUS. As circunstâncias estranhas de sua morte e o desnudamento das péssimas condições de cuidado que havia no serviço levaram ao seu descredenciamento.
O incidente tomou repercussão internacional. Em 1º de outubro de 1999, Albertina Ximenes internou seu filho, Damião, na Casa de Repouso Guararapes - única clínica psiquiátrica da região de Sobral, privada mas credenciada no SUS. Três dias mais tarde, a mulher tentou visitá-lo, mas foi impedida. Inconformada, entrou na clínica gritando o nome do filho. Damião veio ao seu encontro com escoriações e hematomas.
Albertina procurou o médico responsável, Francisco Vasconcelos, que prescreveu alguns medicamentos. Acreditando que o filho seria bem tratado, ela voltou para casa. Na segunda visita, Albertina encontrou Damião completamente nu e com as mãos amarradas. A mãe deixou o hospital transtornada, e antes mesmo de chegar à sua residência, recebeu a notícia de que Damião havia morrido.
O laudo assinado por Francisco Ivo de Vasconcelos - diretor da Casa de Repouso Guararapes e legista do IML de Sobral - apontou a morte de Damião em função de uma parada cardiorrespiratória. A família então decidiu levar o corpo para o IML de Fortaleza, que atestou morte real de causa indeterminada. Irene, irmã de Damião Ximenes, denunciou o ocorrido e a dificuldade de obtenção de provas a todas as autoridades competentes. Não tendo sucesso na Justiça brasileira, enviou a denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
A denúncia foi apresentada em novembro de 1999, mas só em 2002 foi iniciado o processo. A Corte Interamericana de Direitos Humanos responsabilizou o Estado brasileiro por violar o direito à integridade pessoal, à vida, à proteção judicial e às garantias judiciais assim como entendeu que o Brasil havia infringido o dever de respeitar e garantir os direitos expostos na Convenção Americana de Direitos Humanos. Por unanimidade, a 2ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça do Estado (TJCE) condenou a Casa de Repouso Guararapes, o médico Francisco Ivo de Vasconcelos e o diretor Sérgio Antunes Ferreira Gomes a pagar R$ 150 mil de indenização à mãe do paciente.
Rede
48 equipes de saúde atuam na Rede de Atenção Integral à Saúde Mental, em Sobral. As equipes são distribuídas em 28 centros de saúde da família, sendo 15 na sede e 13 nos distritos
MAIS INFORMAÇÕES
Secretaria de Saúde de Sobral, Rua Viriato de Medeiros, 1250, Centro - Zona Norte
(88) 3611.7758
WILSON GOMES
COLABORADOR
SOCIALIZAÇÃO
Crateús realiza oficinas e ação comunitária junto às famílias
Faz parte do passado isolar o portador de transtorno psíquico. Atualmente, a meta busca a socialização
Crateús. Um total de 3.349 pacientes são cadastrados no Centro de Atendimento Psicossocial (Caps) deste Município, advindos da própria cidade e também das vizinhas Ararendá, Independência, Ipaporanga, Nova Russas, Ipueiras, Monsenhor Tabosa, Quiterianópolis e Poranga, para as quais o Centro é referência de atendimento. O Caps é um serviço extra hospitalar de assistência pública aos problemas de saúde mental, individual e coletiva.
Acolhimento, aconselhamento, agendamento, consultas iniciais e retorno, acompanhamento pelos profissionais médico (psiquiatra), psicólogo, enfermagem, farmacêutico, psicopedagógico e terapeuta ocupacional, visitas domiciliares, sessões terapêuticas, oficinas, grupos e aplicação de medicação são atividades realizadas diariamente pelo Centro junto aos pacientes deste Município e também da região.
Segundo dados do Caps, o maior número de atendimentos na instituição ocorre no setor farmacêutico, que dispensa pouco mais de mil medicamentos mensalmente aos pacientes em tratamento. O atendimento pelo médico psiquiatra vem em segundo lugar, com 350 atendimentos mensais, seguido pelo atendimento de psicólogo, que registra em torno de 100 por mês. Outras atividades frequentes são as atividades em grupo, que movimentam bastante a unidade e pacientes, além da terapia ocupacional e as visitas domiciliares nas famílias.
Alfabetização
Na Sala de Aprendizagem e Desenvolvimento, recentemente instalada na sede do Caps são realizadas ações com os pacientes. Ali são feitas atividades de alfabetização e desenvolvimento por meio de atividades lúdicas com 21 alunos, semanalmente. Oficinas terapêuticas de educação e saúde, música e reciclagem também são realizadas no local.
Em parceria com outros órgãos presentes na cidade, a direção do Caps realiza atividades fora do ambiente da instituição, com vistas a dinamizar o atendimento e tratamento aos pacientes, bem como levar informações e orientações à população. A unidade já realizou atividades nas Secretarias de Educação, Assistência Social, núcleos dentro da própria Secretaria de Saúde, Liceu de Crateús e até com o Ronda do Quarteirão.
"Buscamos sempre levar informações e prevenção para a população", diz a coordenadora do órgão, Dilene Catunda. Assim, palestras e oficinas terapêuticas são realizadas pela instituição em Escolas, por exemplo. A Escola Estadual Lourenço Filho recebeu palestra sobre drogas esta semana, proferida pelo farmacêutico do Caps, que abordou especialmente o uso de drogas e suas consequências na vida dos jovens.
Ressaltando as atividades em grupo como fundamentais no tratamento e socialização dos pacientes, a coordenação planeja com frequência a realização destes momentos. Na última sexta-feira, alguns pacientes, funcionários e profissionais realizaram passeio para uma fazenda na zona rural do Município, onde desfrutaram de lazer e diversão. "Foi um momento de socialização, interação e comunicação, buscando, por meio desta terapia, um melhor convívio, proporcionando momento de lazer e alegria para alguns membros de Crateús que utilizam o serviço, pessoas merecedoras de carinho e de convívio social", pontuou ela.
De acordo com a coordenadora, novos projetos estão sendo gestados para logo fazerem parte do dia a dia dos pacientes no Caps: massoterapia, oficinas de crochê e biscuit. "Atividades terapêuticas são muito importantes na melhoria do estado de saúde do paciente", diz a coordenadora.
Importância
"A terapia é importantes na saúde, socialização e integração do paciente"
Dilene Catunda
Coordenadora do Caps de Crateús
MAIS INFORMAÇÕES
Secretaria de Saúde
Município de Crateús
Sertão dos Inhamuns
(88) 3692.3315
SILVANIA CLAUDINO
REPÓRTER