Portadora de Retinose Pigmentar vê o mar pela primeira vez
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Redação
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Quixadá (Sucursal) — Ver o mar pelo menos uma vez na vida. Esse é um desejo simples, mas essencial para a estudante quixadaense Raquel Barros de Oliveira, 22 anos. Ela é portadora de Retinose Pigmentar, uma doença hereditária e degenerativa que afeta a visão, comprometendo a retina. Com o passar do tempo, impossibilita a pessoa de enxergar. Ontem de manhã, ela e um grupo de estudantes e professores do Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual foram conhecer o mar na Praia do Futuro, em Fortaleza.
Antes da perda total da visão a jovem estudante quis realizar esse sonho. Ela expressou o desejo à professora Cláudia Viriato, uma das educadoras do Centro de Apoio, órgão pelo qual a jovem é assistida. A entidade integra o Centro de Referência de Inclusão Social da Criança e do Adolescente (Crisca), com sede em Quixadá.
“Meu maior desejo, antes de perder o pouco de luz que me resta nos olhos, é ter o prazer de ver o mar”. A professora recordou cada palavra dita por Raquel quando num passeio a uma praça da cidade a viu entristecida, sentada num banco. Ao se aproximar ouviu o pedido. Cláudia se sensibilizou com o desejo da aluna e amiga. Não mediu esforços, e juntamente com outras educadoras do Crisca, viabilizou uma excursão à Fortaleza. A caravana partiu nesta madrugada com destino à Praia do Futuro. Raquel e mais 25 jovens com deficiência visual seguiram no passeio.
Consciente de que seu problema é praticamente irreversível — atualmente tem somente 30% da capacidade de visão — ela diz que pretende aproveitar cada momento enquanto enxerga mesmo precariamente. Agradece aos amigos por lhe oportunizarem a realização do sonho de ver o mar. Ela disse que a imagem da praia que até então só via nas fotografias ou pela TV ficará guardada pelo resto da vida em sua memória. Já o rosto da professora e amiga fica no coração. Outro sonho de Raquel, que também é compositora e fã incondicional de Amado Batista, é ter pelo menos uma de suas composições gravadas pelo ídolo.
O desejo da menina, que ao nascer tinha a visão perfeita e com o passar do tempo passou a perdê-la, emociona os que ficam sabendo de seu problema. Ao invés de se lamentar da vida ou se revoltar com a doença ela pretende apenas desfrutar cada instante, de poder olhar o mundo a sua volta, com a maior intensidade possível. “O que falta nos olhos de Raquel sobra no coração dela”, ressaltou a professora e amiga.
Ao chegar ontem de manhã na Praia do Futuro e olhar para o horizonte d’água sem fim, pela primeira e última vez, Raquel percebeu que existem outras formas de ver os encantos da natureza. O balanço das ondas, os grãos de areia, a brisa salgada. Com certeza é o mar. Sempre será o mar. Nem ela, nem Cláudia e os outros professores se contiveram de tanta emoção. “Lágrimas desceram dos olhos de todos, e mesmo que digam que são apenas algumas gotas nesse imenso oceano, são de quixadaenses que vêem o mundo com amor e esperança, mesmo que em breve não possam mais ver”, desabafou a professora Madalena de Sousa, que também acompanhou o grupo.
Antes da perda total da visão a jovem estudante quis realizar esse sonho. Ela expressou o desejo à professora Cláudia Viriato, uma das educadoras do Centro de Apoio, órgão pelo qual a jovem é assistida. A entidade integra o Centro de Referência de Inclusão Social da Criança e do Adolescente (Crisca), com sede em Quixadá.
“Meu maior desejo, antes de perder o pouco de luz que me resta nos olhos, é ter o prazer de ver o mar”. A professora recordou cada palavra dita por Raquel quando num passeio a uma praça da cidade a viu entristecida, sentada num banco. Ao se aproximar ouviu o pedido. Cláudia se sensibilizou com o desejo da aluna e amiga. Não mediu esforços, e juntamente com outras educadoras do Crisca, viabilizou uma excursão à Fortaleza. A caravana partiu nesta madrugada com destino à Praia do Futuro. Raquel e mais 25 jovens com deficiência visual seguiram no passeio.
Consciente de que seu problema é praticamente irreversível — atualmente tem somente 30% da capacidade de visão — ela diz que pretende aproveitar cada momento enquanto enxerga mesmo precariamente. Agradece aos amigos por lhe oportunizarem a realização do sonho de ver o mar. Ela disse que a imagem da praia que até então só via nas fotografias ou pela TV ficará guardada pelo resto da vida em sua memória. Já o rosto da professora e amiga fica no coração. Outro sonho de Raquel, que também é compositora e fã incondicional de Amado Batista, é ter pelo menos uma de suas composições gravadas pelo ídolo.
O desejo da menina, que ao nascer tinha a visão perfeita e com o passar do tempo passou a perdê-la, emociona os que ficam sabendo de seu problema. Ao invés de se lamentar da vida ou se revoltar com a doença ela pretende apenas desfrutar cada instante, de poder olhar o mundo a sua volta, com a maior intensidade possível. “O que falta nos olhos de Raquel sobra no coração dela”, ressaltou a professora e amiga.
Ao chegar ontem de manhã na Praia do Futuro e olhar para o horizonte d’água sem fim, pela primeira e última vez, Raquel percebeu que existem outras formas de ver os encantos da natureza. O balanço das ondas, os grãos de areia, a brisa salgada. Com certeza é o mar. Sempre será o mar. Nem ela, nem Cláudia e os outros professores se contiveram de tanta emoção. “Lágrimas desceram dos olhos de todos, e mesmo que digam que são apenas algumas gotas nesse imenso oceano, são de quixadaenses que vêem o mundo com amor e esperança, mesmo que em breve não possam mais ver”, desabafou a professora Madalena de Sousa, que também acompanhou o grupo.