Lançado livro de memórias sobre ´Padim´
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A XXV Semana Padre Cícero termina amanhã. Dentre as atividades, lançamentos de livros marcaram a programação
Juazeiro do Norte. Termina amanhã a programação da XXV Semana Padre Cícero, com a Procissão das Rosas, que sairá da praça da Prefeitura em direção ao Socorro, às 17 horas. As flores serão depositadas na estátua de frente à Capela do Socorro. Este ano foram realizados lançamentos que trazem à lume contribuições importantes sobre a história do “Padim”, a exemplo do livro “Memórias sobre o Padre Cícero”, de Agostinho Balmes Odísio, escultor e arquiteto de Turim, na Itália, que veio para Juazeiro atraído pelo misticismo despertado pelo sacerdote.
Foi no ano em que o patriarca dos nordestinos morreu que Odísio chegou ao município para deixar sua marca na cidade, em dezenas de prédios históricos, nas igrejas. O seu trabalho correu o Estado, em obras espalhadas por várias cidades. A última obra de arte, o Anjo da Morte, está em um cemitério da Capital. O lançamento do seu livro, com memórias sobre impressões da sua vida pessoal e profissional, a partir do momento que desembarcou na terra juazeirense, segundo o professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) Renato Casimiro, apresentador do trabalho, “é como um diário de notas, sem muita preocupação cronológica, mas com reconhecida identidade de relato memorial”, diz.
O lançamento foi no Memorial Padre Cícero, com a presença dos netos do escultor, Vera Odísio Siqueira e Agostinho Balmes Odísio Neto. Ela continua a buscar os medalhões esculpidos de forma inspiradora, esculturas, traços arquitetônicos em igrejas, destacando personalidades ilustres. Agostinho Balmes se formou na Escola de Belas Artes, em Turim e Roma. Em 1912, veio esculpir o busto de Vittorio Emanuelle II, no Palazzio Venezia (Roma), onde conquistou o 1º lugar numa disputa por uma bolsa de estudos na França. Em Paris, conheceu Auguste Rodin, um dos maiores escultores da humanidade, tornando-se discípulo.
No Cariri, a presença forte do trabalho de Balmes é impressionante. No Brasil, ele chegou em 1913, aos 32 anos. Realizou vários trabalhos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraíba. No Ceará atuou, conforme Vera, em Acaraú, Acopiara, Aurora, Baturité, Bela Cruz, Crato, Juazeiro do Norte, Milagres, Fortaleza, Missão velha, Mauriti, Sobral, Viçosa, dentre tantas. Casimiro destaca a impressão do articulista Armando Rafael sobre Balmes, como um autêntico civilizador no Cariri. “Especialmente em Crato e Juazeiro deixou uma marca indelével que, finalmente, começa a ser reconhecida, por meio da revelação do seu acervo artístico”.
São lembranças de admirar, desde os medalhões no Santuário de N. Sra das Dores, à projeção do Santuário do Perpétuo Socorro, ao desenho das igrejas, imagens, esculturas do Cristo Redentor, a exemplo das que são hoje cartões postais em Crato, Viçosa, onde se encontra uma das mais belas igrejas projetadas pelo arquiteto, e em Sobral. A memória é de Rodin ao Padre Cícero. A primeira descoberta de um fenômeno da religiosidade pelo escultor, diz a neta, foi no revirar de páginas da revista Noite Ilustrada, com o fac-símile do Padre Cícero.
IDENTIDADE
"É como um diário de notas, sem cronologia, mas com reconhecida identidade de relato memorial".
Renato Casimiro
Professor da UFC
Juazeiro do Norte. Termina amanhã a programação da XXV Semana Padre Cícero, com a Procissão das Rosas, que sairá da praça da Prefeitura em direção ao Socorro, às 17 horas. As flores serão depositadas na estátua de frente à Capela do Socorro. Este ano foram realizados lançamentos que trazem à lume contribuições importantes sobre a história do “Padim”, a exemplo do livro “Memórias sobre o Padre Cícero”, de Agostinho Balmes Odísio, escultor e arquiteto de Turim, na Itália, que veio para Juazeiro atraído pelo misticismo despertado pelo sacerdote.
Foi no ano em que o patriarca dos nordestinos morreu que Odísio chegou ao município para deixar sua marca na cidade, em dezenas de prédios históricos, nas igrejas. O seu trabalho correu o Estado, em obras espalhadas por várias cidades. A última obra de arte, o Anjo da Morte, está em um cemitério da Capital. O lançamento do seu livro, com memórias sobre impressões da sua vida pessoal e profissional, a partir do momento que desembarcou na terra juazeirense, segundo o professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) Renato Casimiro, apresentador do trabalho, “é como um diário de notas, sem muita preocupação cronológica, mas com reconhecida identidade de relato memorial”, diz.
O lançamento foi no Memorial Padre Cícero, com a presença dos netos do escultor, Vera Odísio Siqueira e Agostinho Balmes Odísio Neto. Ela continua a buscar os medalhões esculpidos de forma inspiradora, esculturas, traços arquitetônicos em igrejas, destacando personalidades ilustres. Agostinho Balmes se formou na Escola de Belas Artes, em Turim e Roma. Em 1912, veio esculpir o busto de Vittorio Emanuelle II, no Palazzio Venezia (Roma), onde conquistou o 1º lugar numa disputa por uma bolsa de estudos na França. Em Paris, conheceu Auguste Rodin, um dos maiores escultores da humanidade, tornando-se discípulo.
No Cariri, a presença forte do trabalho de Balmes é impressionante. No Brasil, ele chegou em 1913, aos 32 anos. Realizou vários trabalhos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraíba. No Ceará atuou, conforme Vera, em Acaraú, Acopiara, Aurora, Baturité, Bela Cruz, Crato, Juazeiro do Norte, Milagres, Fortaleza, Missão velha, Mauriti, Sobral, Viçosa, dentre tantas. Casimiro destaca a impressão do articulista Armando Rafael sobre Balmes, como um autêntico civilizador no Cariri. “Especialmente em Crato e Juazeiro deixou uma marca indelével que, finalmente, começa a ser reconhecida, por meio da revelação do seu acervo artístico”.
São lembranças de admirar, desde os medalhões no Santuário de N. Sra das Dores, à projeção do Santuário do Perpétuo Socorro, ao desenho das igrejas, imagens, esculturas do Cristo Redentor, a exemplo das que são hoje cartões postais em Crato, Viçosa, onde se encontra uma das mais belas igrejas projetadas pelo arquiteto, e em Sobral. A memória é de Rodin ao Padre Cícero. A primeira descoberta de um fenômeno da religiosidade pelo escultor, diz a neta, foi no revirar de páginas da revista Noite Ilustrada, com o fac-símile do Padre Cícero.
IDENTIDADE
"É como um diário de notas, sem cronologia, mas com reconhecida identidade de relato memorial".
Renato Casimiro
Professor da UFC