Ibama autoriza Votorantim a co-processar pneus usados
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Sobral (Sucursal) — A Votorantim Cimentos foi autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para co-processar pneus na fábrica de Sobral. A empresa já havia recebido a licença por parte da Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Semace) para iniciar a queima do produto em escala industrial. Com isso, o Ceará se torna mais um dos Estados do Brasil a co-processar pneus. O co-processamento é a solução para um dos grandes problemas das grandes cidades — o que fazer com pneus gastos e sem utilidade, que demoram centenas de anos para se decompor. No processo, o pneu usado é lançado no forno da fábrica e aproveitado como energia para a produção do cimento.
O processo de licenciamento para co-processamento de pneus teve seqüência quando, em julho, a direção da fábrica da Votorantim Cimentos no Ceará realizou o teste de queima de pneus inservíveis inteiros com acompanhamento dos técnicos da Semace, etapa que culminou com a expedição da licença.
A operação de queima de pneus inservíveis poderá absorver mais de 500t/mês, correspondentes a mais de 50 mil unidades, incluindo pneus de carros e de caminhões. Ainda entre os benefícios ambientais está a eliminação de possíveis focos de criação de insetos e mosquitos da dengue. O gerente de meio ambiente, José Olímpio, explica que para fazer o cimento são usados combustíveis em geral para proporcionar calor, como forma de atingir no forno uma temperatura de 1.500 C°, sendo o pneu uma alternativa de energia.
Ele relata que na Unidade da Votorantim em Sobral são utilizadas oito mil toneladas por mês de coque de petróleo. “Nossa meta para 2005 é usar 240 toneladas de pneus/mês, o que representará uma economia de 2% do coque de petróleo. Quando se coloca o pneu para queimar, ele gera bastante calor”, destaca Olímpio, enfatizando que, com os testes realizados em julho e autorização do Ibama, foram queimadas 150 toneladas de pneus. Neste total, estão incluídos oito mil pneus que se encontravam no aterro sanitário do Município. Olímpio comenta que “hoje, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente já está enviando pneus velhos, coletados no lixo da cidade, diretamente para a fábrica de cimento. Também a Secretaria de Saúde envia pneus coletados nas campanhas de prevenção contra a dengue”.
Olímpio considera que o co-processamento de pneus é a forma mais correta para o meio ambiente, uma vez que, com a queima, não sobram resíduos poluentes. O gerente geral de meio ambiente da Votorantim Cimentos, Osório Lutis Silveira Martins, coloca, por sua vez, que o processo contribui para a redução das emissões globais de gás carbônico (CO²), principal agente causador do aquecimento global, e ainda transforma em energia térmica resíduos de outras indústrias, substituindo combustíveis nobres como o petróleo. “´Toda a operação é continuamente monitorada por analisador de gases e suportada ainda por um sistema de filtro com eficiência de retenção de 99,99% das partículas”, explica.
QUALIDADE DE VIDA — De acordo com Lutis, o co-processamento de pneus proporciona, em caráter socioambiental, um aumento na qualidade de vida da população. “Em todas as cidades do País, o que vemos são milhares de pneus sendo jogados nos rios e mares, além de muitos serem queimados a céu aberto. A queima descontrolada ocasiona a liberação de diversos gases e poluentes, que contribuem para o agravamento do efeito estufa e reduzem a qualidade do meio ambiente”, adverte.
Junto com a fábrica de Sobral, outras seis unidades da Votorantim Cimentos realizam o co-processamento no País: Rio Branco do Sul (PR), Cantagalo (RJ), Nobres (MT), Itaú de Minas (MG) e Caapora (PB). O processo realizado pela Votorantim Cimentos, que já eliminou 1,5 milhão de pneus, foi o vencedor do Prêmio CNI neste ano, na categoria Ecologia.
O processo de licenciamento para co-processamento de pneus teve seqüência quando, em julho, a direção da fábrica da Votorantim Cimentos no Ceará realizou o teste de queima de pneus inservíveis inteiros com acompanhamento dos técnicos da Semace, etapa que culminou com a expedição da licença.
A operação de queima de pneus inservíveis poderá absorver mais de 500t/mês, correspondentes a mais de 50 mil unidades, incluindo pneus de carros e de caminhões. Ainda entre os benefícios ambientais está a eliminação de possíveis focos de criação de insetos e mosquitos da dengue. O gerente de meio ambiente, José Olímpio, explica que para fazer o cimento são usados combustíveis em geral para proporcionar calor, como forma de atingir no forno uma temperatura de 1.500 C°, sendo o pneu uma alternativa de energia.
Ele relata que na Unidade da Votorantim em Sobral são utilizadas oito mil toneladas por mês de coque de petróleo. “Nossa meta para 2005 é usar 240 toneladas de pneus/mês, o que representará uma economia de 2% do coque de petróleo. Quando se coloca o pneu para queimar, ele gera bastante calor”, destaca Olímpio, enfatizando que, com os testes realizados em julho e autorização do Ibama, foram queimadas 150 toneladas de pneus. Neste total, estão incluídos oito mil pneus que se encontravam no aterro sanitário do Município. Olímpio comenta que “hoje, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente já está enviando pneus velhos, coletados no lixo da cidade, diretamente para a fábrica de cimento. Também a Secretaria de Saúde envia pneus coletados nas campanhas de prevenção contra a dengue”.
Olímpio considera que o co-processamento de pneus é a forma mais correta para o meio ambiente, uma vez que, com a queima, não sobram resíduos poluentes. O gerente geral de meio ambiente da Votorantim Cimentos, Osório Lutis Silveira Martins, coloca, por sua vez, que o processo contribui para a redução das emissões globais de gás carbônico (CO²), principal agente causador do aquecimento global, e ainda transforma em energia térmica resíduos de outras indústrias, substituindo combustíveis nobres como o petróleo. “´Toda a operação é continuamente monitorada por analisador de gases e suportada ainda por um sistema de filtro com eficiência de retenção de 99,99% das partículas”, explica.
QUALIDADE DE VIDA — De acordo com Lutis, o co-processamento de pneus proporciona, em caráter socioambiental, um aumento na qualidade de vida da população. “Em todas as cidades do País, o que vemos são milhares de pneus sendo jogados nos rios e mares, além de muitos serem queimados a céu aberto. A queima descontrolada ocasiona a liberação de diversos gases e poluentes, que contribuem para o agravamento do efeito estufa e reduzem a qualidade do meio ambiente”, adverte.
Junto com a fábrica de Sobral, outras seis unidades da Votorantim Cimentos realizam o co-processamento no País: Rio Branco do Sul (PR), Cantagalo (RJ), Nobres (MT), Itaú de Minas (MG) e Caapora (PB). O processo realizado pela Votorantim Cimentos, que já eliminou 1,5 milhão de pneus, foi o vencedor do Prêmio CNI neste ano, na categoria Ecologia.