Juazeiro do Norte: Glêdson Bezerra defende redução de cargos comissionados e se afasta de Bolsonaro

Em entrevista ao PontoPoder Eleições, o candidato do Podemos disse que pretende enxugar a máquina pública e enfatizou proposta de armar a Guarda Municipal

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Legenda: De acordo com Glêdson, o valor gasto com a empresa responsável pela coleta e tratamento de lixo na cidade é muito alto. Por isso, é necessário buscar uma parceria público-privada ou com o Governo do Estado para construir um aterro sanitário, como alternativa para diminuir os custos
Foto: TV Diário

Candidato do Podemos à Prefeitura de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra defendeu, na noite desta terça-feira (27), diminuir gastos com funcionários comissionados e rever contrato com a empresa responsável pela coleta e tratamento do lixo da cidade, caso seja eleito. Ele também reforçou que não se coloca como candidato do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) na cidade. As declarações foram dadas em entrevista ao programa PontoPoder Eleições, da TV Diário.

Glêdson Bezerra foi o primeiro entrevistado em uma série de entrevistas com os candidatos a prefeito de Juazeiro do Norte, terceiro maior colégio eleitoral do Ceará. Nesta quarta-feira (28), será a vez do atual prefeito Arnon Bezerra (PTB), candidato à reeleição. O programa vai ao ar de segunda a sexta, às 21h55, na TV Diário, no canal do PontoPoder do YouTube e no site do Diário do Nordeste.

Ao ser questionado sobre coleta de lixo, o candidato do Podemos afirmou que o valor gasto com a empresa responsável pelo serviço é alto. Ele defendeu a busca de uma parceria público-privada ou com o Governo do Estado para a construção de um aterro sanitário.

"Nos últimos três anos e meio, Juazeiro do Norte gastou com obras a quantia de R$ 81 milhões, desde drenagem, calçamento, asfato, tudo que você imaginar. Somente com esse contrato com a empresa do lixo, Juazeiro gastou R$ 126 milhões", citou. "Ao diminuir o valor desse contrato, que é exorbitante, temos que tirar do papel aquele projeto que foi desenhado para o Cariri no sentido de implantar o aterro. Juazeiro não pode amargar ter um lixão que não estimula a coleta seletiva. A comunidade do entorno padece com uma fumaceira enorme, que contamina e prejudica a saúde da população", completou.

Na entrevista, o candidato do Podemos também disse que, em eventual gestão, pretende cortar cargos comissionados como estratégia de aumentar a eficiência da administração municipal.

"É importante levar em consideração aquilo que fiz quando fui gestor. Ao assumir a Câmara Municipal de Vereadores, com déficit enorme, inclusive a folha de pagamentos em atraso, fizemos isso que alguém convencionou chamar como choque de gestão. Então, sem rótulos, o que eu quero é ter acesso a essa folha de pagamentos, entender o que é penduricalho, apurar de perto denúncias de servidores-fantasmas, apurar de perto, em tese, gratificações indevidas. Uma vez sentado na cadeira de prefeito de Juazeiro, o primeiro passo será enxugar essa máquina (...) para ter folga na folha e chamar concursados", justificou.

Segurança

Armar a Guarda Municipal também está entre as propostas de Glêdson Bezerra. Perguntado sobre a eficácia da medida para a área de Segurança Pública caso seja eleito, ele sustentou que o armamento é autorizado por lei para cidades com mais de 50 mil habitantes.

"Temos um município com 276 mil habitantes. A lei federal permite o porte funcional para cidades com mais de 50 mil habitantes. Juazeiro do Norte é uma cidade que amarga índices de violência, temos uma Guarda Municipal composta por briosos profissionais, que infelizmente estão tendo que enfrentar a criminalidade em prédios publicos, muitas vezes com, no maximo, um cacetete. Não tem lógica. O mínimo que a gente tem que fazer é oferecer uma Guarda Civil Metropolitana armada e bem treinada", defendeu.

O candidato também foi questionado sobre eventual apoio do presidente Jair Bolsonaro ao seu nome. Glêdson Bezerra disse que não tem relação direta com o mandatário, por isso não poderia ser considerado candidato do presidente.

"Já me perguntaram: é bolsonarista? É cidista? Costumo dizer eu sou flamenguista. Não tenho político pra chamar de meu. Com relação ao presidente da República, não tenho uma aproximação direta. Certamente ele não sabe nem quem é Glêdson nessa jogada", respondeu.

Ouça o podcast 'PontoPoder Cafezinho'

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