Governo não cogita plano B à indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixada nos EUA, diz ministro

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, classificou a proposta como "excelente" e descartou a possibilidade de Trump indicar filho ao Brasil

Legenda: A possível indicação de Eduardo Bolsonaro à embaixada nos EUA tem gerado críticas de políticos e diplomatas.
Foto: Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse que "não se cogita um plano B" no Governo à indicação do deputado e filho do presidente brasileiro Eduardo Bolsonaro (PSL) a embaixador em Washington, nos Estados Unidos. Araújo, que apoia a indicação, também classificou como "excelente" a proposta.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o chanceler destacou como pontos favoráveis a Eduardo o fato de que ele tem uma boa relação com a família do presidente Donald Trump. "O embaixador precisa muito ser próximo das lideranças do país onde trabalha", disse Ernesto na terça-feira (16), em Santa Fé, na Argentina, onde participa da cúpula do Mercosul.

Filho de Trump
O ministro descartou a possibilidade de um dos filhos de Trump ser nomeado embaixador no Brasil. Ele disse ter tomado conhecimento sobre o assunto pela imprensa e acrescentou que seria "algo muito interessante se se materializasse".

Araújo também afastou rumores de uma negativa ao nome de Eduardo pelo governo dos EUA. 

Itália
Nesta quarta-feira (17), o vice-primiro-ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, manifestou apoio à indicação de Eduardo Bolsonaro para a Embaixada nos EUA. Em sua conta no Twitter, ele escreveu que fica "feliz que o amigo Eduardo Bolsonaro foi indicado como próximo embaixador brasileiro nos Estados Unidos. Da Itália, nosso abraço!". Em italiano, Eduardo respondeu agradecendo "pela força, meu amigo". 

Presidente
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse, na terça-feira (16), que, da sua parte, "está definido" que o filho será indicado a embaixador. Ele pontou que, entre as etapas que faltam para oficializar a nomeação, está uma consulta ao governo norte-americano e a aprovação no Senado. 

Questionado sobre um possível desgaste com senadores, o presidente disse que, se a Casa fizer a sabatina e não aprovar Eduardo, o deputado retornará às atividades na Câmara e "ponto final". 

Quero receber conteúdos exclusivos sobre política