Em ofício a Moro, Camilo nega que tenha faltado interesse em projeto de Segurança

No último fim de semana, o secretário Nacional de Segurança Pública, general Theophilo, disse que Maracanaú havia perdido o projeto por falta de apoio do governo do Estado. Secretário de Segurança do Estado, André Costa, rebateu.

Legenda: O governador pede que a decisão, caso tenha acontecido, seja revista e que o Estado tem interesse na proposta
Foto: Ministério da Justiça e Segurança Pública

O governador Camilo Santana enviou, na quarta-feira, dia 3, ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, um ofício em que solicita informações do Ministério a respeito da possível retirada de Maracanaú do projeto piloto de Segurança Pública, o Plano Nacional de Enfrentamento aos Crimes Violentos.

Esta é a primeira manifestação do governador desde sábado quando, em entrevista ao Diário do Nordeste, o secretário Nacional de Segruança Pública, general Guilherme Theophilo, disse que o Ceará havia perdido o projeto por "falta de apoio" do Estado. Na ocasião, coube ao secretário de Segurança Pública do Ceará, André Costa, negar a falta de apoio. O caso teve ampla repercussão.

No ofício, o governador pede informaçoes sobre a retirada de Maracanaú do projeto e nega o "desinteresse" do Estado.

"Solicitamos a Vossa Excelência examinar os critérios que motivaram a retirada de Maracanaú como sede nordestina do Plano Nacional de Enfrentamento aos Crimes Violentos. Estamos confiantes de que tal decisão, tomada sob a falsa alegativa de desinteresse do Governo do Ceará, há de ser revertida, à luz de uma avaliação objetiva e imparcial".

Reitero a total disposição do Governo do Estado do Ceará de contribuir, com tudo o que estiver ao nosso alcance, para o êxito do projeto, que pode ser estendido para outras cidades do Estado e do País, nesse importante enfrentamento à violência e ao crime organizado.”

E complementa que o chefe do Executivo foi pego de surpresa com a impormação do secretário Nacional de Segurança pública. “A notícia, evidentemente, causou-nos estranheza e indignação, o que nos leva, aqui, a ratificar nossa confiança de que Vossa Excelência examinará essa questão com a retidão e critérios técnicos que o caracterizam...”

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