O papel da LGPD e sua importância nas instituições financeiras

A conformidade com a LGPD vai além do simples cumprimento das exigências legais. A Lei fortalece a relação de confiança entre a empresa e seus clientes

Escrito por
Matheus Nogueira producaodiario@svm.com.br
Diretor Jurídico do Cerus
Legenda: Diretor Jurídico do Cerus

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), sancionada em 2018, representa um marco significativo no Brasil ao estabelecer normas rigorosas para o tratamento de dados pessoais, especialmente no setor financeiro. Com a crescente digitalização dos serviços bancários e o aumento da coleta de dados dos clientes, a LGPD se tornou uma ferramenta crucial para garantir a segurança e a privacidade das informações pessoais. 

No setor financeiro, a implementação da LGPD assume uma importância ainda mais significativa. Isso coloca as instituições no centro das discussões sobre privacidade e segurança. A responsabilidade de proteger essas informações vai além do cumprimento das exigências legais, englobando uma série de boas práticas de governança e segurança.

A implementação de criptografia avançada, a revisão constante dos acessos a sistemas e a realização de treinamentos periódicos com seus colaboradores são algumas das medidas que auxiliam no cumprimento desta Lei. Essas iniciativas visam proteger as informações dos clientes, prevenir danos à imagem da instituição e evitar sanções legais, como multas e outras penalidades. Além disso, a Lei exige que as instituições financeiras adotem uma abordagem transparente sobre o tratamento dos dados.

A conformidade com a LGPD vai além do simples cumprimento das exigências legais. A Lei fortalece a relação de confiança entre a empresa e seus clientes. Ao adotar práticas eficazes de proteção de dados, a instituição não apenas garante a conformidade, mas também contribui para um ambiente mais seguro e transparente, criando um relacionamento sólido com os consumidores. Em um cenário onde as informações pessoais são um ativo valioso, a proteção desses dados se tornou essencial para evitar danos à reputação e à fidelidade dos clientes.

Mais do que uma obrigação legal, trata-se de um compromisso com a privacidade, a confiança e a segurança dos dados dos clientes. A transparência e a responsabilidade no tratamento das informações tornam- se, assim, diferenciais essenciais para o sucesso das instituições bancárias em um mercado cada vez mais exigente e vigilante.

Francisco de Assis Martins é advogado
Francisco de Assis Martins
20 de Fevereiro de 2026
Professor aposentado da UFC
Gonzaga Mota
20 de Fevereiro de 2026
Professor aposentado da UFC
Gonzaga Mota
13 de Fevereiro de 2026