O desafio da retomada

O Brasil trilhava rota que nos permitia prever cenário satisfatório nos próximos anos, quando o mundo se deparou com a pandemia do coronavírus. Da noite para o dia os países se viram imersos em crise com dimensões nunca antes vivenciadas.

As medidas anunciadas pelo governo brasileiro foram na linha do que está sendo adotado pelo resto do mundo. Somente o auxílio emergencial cobre quase 50 milhões de pessoas. No seu todo, os recursos anunciados para minimizar os efeitos da pandemia apontam para déficit primário que pode atingir R$ 600 bilhões este ano, quando a previsão antes seria de R$ 124 bilhões. Números impressionantes, mas imprescindíveis para evitar um mal maior.

As decisões adotadas estão corretas. O que o setor produtivo tem reclamado é a falta de sintonia entre as instituições financeiras e a intenção governamental. Isso tem gerado grandes dificuldades para as empresas. De todo modo, esse impasse exige solução técnica e pode ser superado.

No entanto, em meio às crises de saúde e econômica, temos que lidar com cenário político que nos suga a energia necessária para a volta à normalidade. Ainda estamos lutando para curarmos as feridas desses últimos dias, mas queremos retomar nossas vidas. E quando mais precisamos de lideranças que pensem grande, ficamos reféns de coisas menores.

A pandemia trouxe lições e cabe, principalmente às lideranças, entender esses recados, sob pena de perderem o respeito diante do novo normal que está chegando. Felizmente, no Ceará, podemos contar com líderes que verdadeiramente nos representam, e aqui cito o meu amigo Ricardo Cavalcante, com grande trabalho à frente da Fiec, como símbolo de liderança que se agiganta diante às dificuldades.

Ricardo tem conduzido com extrema competência esse processo de retomada no Estado e é isso que nos anima a projetar sairmos desse quadro o mais breve possível.

Beto Studart

Presidente da Bspar Incorporações e vice-presidente da CNI

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