Brain Rot: alerta para as empresas

Escrito por
Izabela Holanda producaodiario@svm.com.br
Especialista em Psicologia da Felicidade
Legenda: Especialista em Psicologia da Felicidade

Em um mundo cada vez mais digital e acelerado, a expressão “brain rot” (podridão cerebral) tem ganhado notoriedade, sendo eleita a palavra do ano por diversos dicionários. Mas o que significa esse termo e o que ele representa para as empresas?

“Brain rot” se refere à deterioração gradual das capacidades cognitivas, como a concentração, a memória e a criatividade, causada pela sobrecarga de informações, a distração constante e a falta de estímulos mentais desafiadores. Essa condição, embora não seja um diagnóstico médico formal, reflete uma realidade cada vez mais comum em nossa sociedade.

As empresas são as primeiras a sentir os efeitos do “brain rot” em seus colaboradores. A dificuldade de concentração impacta diretamente na produtividade, a falta de criatividade inibe a inovação e a tomada de decisões se torna mais lenta e menos eficaz. Além disso, o estresse e a exaustão mental, consequências do “brain rot”, podem levar ao absenteísmo e à alta rotatividade de funcionários.

Os perigos do “brain rot” vão além da esfera individual e impactam diretamente a saúde das empresas. Uma força de trabalho com capacidades cognitivas comprometidas é menos competitiva e menos preparada para enfrentar os desafios de um mercado em constante transformação. A longo prazo, isso pode levar à perda de market share e à falência.

As empresas têm um papel fundamental na prevenção e no combate ao “brain rot”. Algumas medidas podem ser adotadas, como fomentar a cultura do aprendizado, oferecendo oportunidades de desenvolvimento profissional contínuo; promover o bem-estar, implementando políticas que promovam a saúde física e mental dos colaboradores; criar um ambiente de trabalho estimulante, organizado e com ferramentas adequadas; estabelecer limites entre o trabalho e a vida pessoal; e incentivar a leitura e a reflexão.

O “brain rot” é um desafio real para as empresas e para a sociedade como um todo. No entanto, é possível reverter essa tendência com ações simples e eficazes. Ao investir no desenvolvimento de seus colaboradores e em um ambiente de trabalho saudável e estimulante, as empresas podem não apenas aumentar a produtividade, mas também garantir a sua sustentabilidade a longo prazo.

Izabela Holanda é diretora da IH Consultoria e Desenvolvimento Humano

 

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