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ZPE: Banco do Brasil deve financiar expansão

Instituição financeira será responsável por parte dos R$ 32 milhões estimados para a ampliação da área

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: Nova área da ZPE será destinada à atração de empresas de diversos segmentos, como calçadista, têxtil, petroquímico e metalmecânico
Foto: Foto: Bruno Gomes

O governador do Ceará, Camilo Santana, vai assinar um Termo de Cooperação Técnica para que o Banco do Brasil atue como financiador de projetos de instalação de empresas interessadas em investir na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Ceará. A partir do acordo, o banco também deverá financiar parte dos R$ 32 milhões estimados para obras de infraestrutura da expansão da ZPE, de acordo com o presidente da Zona, Mário Lima Júnior.

A assinatura do documento irá acontecer na próxima segunda-feira (7), no Palácio da Abolição, e envolverá o Banco do Brasil, as secretarias de Assuntos Internacionais e de Desenvolvimento Econômico (SDE), a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e a ZPE Ceará.

O Acordo contemplará todas as empresas que atenderem aos requisitos de financiamento, independente do setor de atuação. Segundo o presidente da ZPE Ceará, a disposição do Banco do Brasil em financiar projetos na área é fundamental para atrair empresas do Exterior.

"O recinto alfandegado administrado pela ZPE coloca empresas eminentemente exportadoras, com condição de atrair muitas empresas estrangeiras, e o banco é de muita credibilidade externa, muito conhecido no mundo todo. Essa universalidade ajuda muito na atratividade dessas empresas", defende. "Isso acaba tornando a ZPE cada vez mais amigável para atrair os empreendedores", reforça assessor especial para Assuntos Internacionais do Governo do Estado, Antônio Balhmann.

Novo setor

Os investimentos para a operação do Setor II, que corresponde à expansão da Zona, englobam estruturas como área de despacho aduaneiro; portões de entrada e saída; portões para os funcionários da área; e prédio administrativo. Atualmente, os projetos estão sendo finalizados, e logo depois serão abertas licitações para as obras.

Além disso, a ZPE também aguarda o alfandegamento da área pela Receita Federal. Concluídas as pendências, Balhmann prevê que as primeiras indústrias do Setor II, do segmento de rochas ornamentais, devem começar a se instalar na área nos primeiros meses do próximo ano.

A Zona espera receber nos próximos 10 anos aportes da ordem de R$ 12,7 bilhões em sua nova área, dividida com base nos investimentos aguardados.

Divisão

A área Sul está destinada a atração de indústrias dos setores calçadista, têxtil, petroquímico, eletrônico, metalmecânico, agroindústria, granito e alimentos, dentre outros.

Já a área Norte está focada para a captação de uma refinaria. A intenção do Executivo estadual é incluir o projeto na lista de prioridades do Acordo Brasil-China, que foi reafirmado entre os dois países durante a mais recente cúpula de líderes do G20, no mês de setembro.

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