Governo já prepara dossiê técnico para usina da Posco
O governo do Estado está elaborando um conjunto de informações técnicas para que a coreana Posco possa desenvolver um projeto de viabilidade para a construção de uma usina de regaseificação no Pecém. A expectativa, de acordo com o secretário de Assuntos Internacionais do Governo do Ceará, Antônio Balhmann, é de que, a partir dessas informações, a empresa estrangeira assine um memorando de entendimento com o governo do Estado com a definição de valores e investimentos necessários para o empreendimento.
"Neste momento, estamos gerando informações adicionais para a Posco. A secretaria está formatando essa parceria para viabilizar um memorando de entendimento definitivo, que poderá ser assinado em definitivo em dezembro", afirmou o secretário do Estado, que se reuniu com executivos da empresa na semana passada. Ainda de acordo com Antônio Balhmann, a ideia é que, até o final deste ano, sejam definidos também os parceiros financiadores. A Posco é uma das três sócias da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).
Reunião
Em setembro, representantes do Governo do Ceará se reunirão em Seul, na Coreia do Sul, com membros da Posco para tratar da instalação da usina. O projeto prevê um gasoduto que ligará o Pecém até o município de Russas, que será o local de uma grande Central de Distribuição de Contêineres com gás para as indústrias do sertão localizadas ao longo da Ferrovia Transnordestina, onde a empresa coreana instalará terminais multimodais.
A estimativa é que o empreendimento movimente 6 milhões de metros cúbicos (m³) de gás por dia. O gás, por sua vez, será fornecido pela norte-americana LNG America e a Comgás, responsável pelo conjunto do projeto e a comercialização do gás para todo o Estado do Ceará.
Petróleo
Dentro de 20 dias, o Ceará também deverá receber a alta diretoria da empresa chinesa Bomco, especializada na fabricação de equipamentos para o setor petrolífero, como sondas de perfuração, informou Balhmann.
A empresa estrangeira, que desistiu de construir uma unidade na Bahia, teria interesse em se instalar na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Ceará. De acordo com o secretário de Assuntos Internacionais do Estado, é esperado o presidente mundial da empresa, além dos diretores comercial e financeiro da mesma. O investimento que pode chegar em solo cearense é de aproximadamente US$ 160 milhões, aponta.
"Devemos assinar com eles um protocolo para uma ação definitiva, com o terreno e os valores definidos", disse o secretário. A empresa acabou desistindo do projeto na Bahia, após todos os problemas envolvendo a Petrobras que ocorreram no estado.