Governança é chave para longevidade de empresas familiares, diz Felipe Queiroz Rocha em fórum nacional
Conselheiro do Grupo Edson Queiroz (GEQ), Felipe Queiroz Rocha, destacou o case de sucesso da empresa no 3º Fórum Nacional de Governança da Família Empresária.
Os desafios contemporâneos e caminhos para a perenidade empresarial foram os principais temas abordados no 3º Fórum Nacional de Governança da Família Empresária, realizado na última terça-feira (7), em São Paulo. Promovido pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), o evento reuniu lideranças e membros das principais famílias empresárias de todo o País.
Um dos palestrantes foi o conselheiro do Grupo Edson Queiroz (GEQ), Felipe Queiroz Rocha. O especialista colocou em evidência a importância da governança estruturada e da sucessão planejada como pilares para a longevidade dos negócios familiares no Brasil.
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Representando o Grupo Edson Queiroz, fundado em 1951, Felipe apresentou um case consolidado de evolução organizacional, destacando como a adoção estruturada de práticas de governança contribuiu para transformar uma empresa familiar em um grupo multissetorial, com presença nacional e mais de sete décadas de história.
“Sucessão não é um momento isolado nem uma resposta a uma transição inevitável, mas um processo contínuo de construção que precisa ser intencional e estruturado ao longo do tempo. Quando organizada como um sistema de governança, ela permite alinhar família, propriedade e gestão, reduzindo conflitos, qualificando a tomada de decisão e garantindo que o legado construído por gerações seja preservado com responsabilidade e visão de futuro”.
Governança não é burocracia, mas sistema de alinhamento, diz Felipe Queiroz Rocha
Durante a apresentação, Felipe Queiroz Rocha defendeu que o processo de sucessão não deve ser tratado como um evento pontual, mas como um sistema contínuo, estruturado e intencional, com regras claras e capacitação de todos para exercer cada papel.
Assim, na visão do conselheiro, governança não é algo burocrático e sim um sistema de alinhamento. Um dos principais pontos abordados foi a evolução da governança ao longo das gerações.
Nesse sentido, o conselheiro detalhou a transição no Grupo Edson Queiroz de um modelo centrado na figura do fundador, marcado por decisões altamente centralizadas e baseadas em confiança pessoal, para uma estrutura mais robusta, com acordos de acionistas, conselho de administração com membros independentes e gestão profissionalizada. Esse processo, segundo ele, foi fundamental para garantir estabilidade, continuidade e visão de longo prazo.
A apresentação também destacou a importância da criação de instâncias formais de governança, como comitês estratégicos de pessoas, auditoria e inovação, além da separação clara entre família, propriedade e gestão. Esse desenho organizacional, conforme ressaltado, contribui para maior transparência, mitigação de riscos e qualidade na tomada de decisão.
Segundo Felipe, o evento foi um momento de troca de experiências entre membros de empresas familiares de diversas posições, desde conselheiros a acionistas. “Saí com vários insights de outras famílias empresárias e muito satisfeito com o resultado do evento, com a participação do Grupo e com a reflexão de sempre estar evoluindo a nossa própria governança, preparando as próximas gerações e pensando na perpetuidade do grupo Edson Queiroz por muitos e muitos anos”, ressalta.