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Elevação do fluxo é maior benefício

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 09:11)

O Brasil pode se beneficiar de dois modos com a expansão do Canal do Panamá, de acordo com avaliação do especialista em regulação de transportes aquaviários da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), José Gonçalves Moreira Neto, autor do livro "Canal do Panamá - Efeitos da Expansão nos Portos do País".

>Investimento em infraestrutura é gargalo para o CE

O primeiro provento é no escoamento de sua produção para o mercado externo, uma vez que, atualmente, a maior parte das exportações de minério de ferro e commodities agrícolas, como soja e milho, são escoadas por portos da região Sul, entre eles Santos e Paranaguá, utilizando como rota principal o Cabo da Boa Esperança. "Como tais produtos têm baixo valor agregado, qualquer redução nos custos de transporte impacta positivamente nos ganhos dos produtores", explana.

Deste modo, com a expansão haverá uma economia de escala no transporte, aliado às menores distâncias entre o Brasil e seus principais mercados exportadores, como o Extremo Oriente, proporcionadas pela travessia do Canal.

Assim, a tendência natural com a expansão do Canal é uma maior utilização dos portos do chamado "arco norte" para escoamento das exportações e consequente redução do chamado custo Brasil.

Aumento de fluxo

Um outro proveito, acredita o especialista, será o aumento do fluxo comercial marítimo no eixo leste-oeste, principalmente entre China e Estados Unidos, que poderá incrementar a captação de parceiros comerciais, conhecidos como armadores pelos portos das regiões Norte e Nordeste do País, podendo assim se tornar um hub port.

"O Porto do Pecém pode aproveitar este aumento tanto no transporte interno como no externo", orienta José Gonçalves Moreira Neto.

Intervenções necessárias

E, assim como qualquer porto que se candidatar a ser um hub marítimo, o Pecém deve investir em infraestrutura e superestrutura, tais como, o aprofundamento dos acessos marítimos e áreas de atracação para receber navios de maior porte, que passarão pelo Canal do Panamá, a aquisição de equipamentos e melhoria nas rotinas operacionais. "Para melhorar a produtividade de seus terminais de forma a se tornar competitivo em relação a outros prováveis hub ports da região", considera.

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