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310 mil famílias cearenses sobreviveram apenas com a renda do auxílio emergencial em julho

Número representa cerca de 11% dos domicílios do Estado. Famílias com baixíssima renda tiveram um aumento do poder de consumo com recebimento do benefício

Escrito por Carolina Mesquita carolina.Mesquita@svm.Com.Br
01 de Setembro de 2020 - 23:30
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Legenda: Ontem (1º), o presidente Jair Bolsonaro anunciou mais quatro parcelas do auxílio emergencial, seguindo até dezembro. O valor, no entanto, cairá pela metade, a R$ 300.
Foto: Thiago Gadelha

Para além de refrear o pesado impacto da pandemia e da restrição de funcionamento das atividades não essenciais sobre a renda das famílias, o auxílio emergencial garantiu que milhares de cearenses tivessem condições de sobrevivência. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no Ceará, 310 mil famílias viveram apenas com os recursos do benefício em julho.

A pesquisa, com base na Pnad Covid-19, monitoramento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que 11% das residências do Estado dependeram totalmente do benefício, porcentagem acima da média nacional de 6,5% (2,4 milhões de famílias), segundo o Instituto.