Volta às aulas: mais seis turmas do ensino fundamental retornam para ensino presencial em Fortaleza

Turmas do 3° ao 8° ano voltam para sala de aula com limite de 35% da capacidade; com a flexibilização, todas as nove séries do ensino fundamental já retornaram em algum nível para as aulas presenciais

Sala de aula
Legenda: Turmas do 3° ao 8° ano do ensino fundamental retornam com 35% da capacidade total
Foto: Darley Melo

Nesta terça-feira (3), alunos do 3° ao 8° ano do ensino fundamental das escolas privadas retornaram para as salas de aula em Fortaleza. Com a flexibilização, todas as nove séries do ensino fundamental já voltaram em algum nível para as aulas in loco. Além das seis séries que saíram do regime remoto nesta terça, estudantes do 1°, 2° ano e 9° do Ensino Fundamental já assistem às aulas presenciais. O ensino infantil, primeiro a retornar, está parcialmente em atividades presenciais há dois meses. Já no ensino médio, a única turma a retornar foi o 3° ano. 

 

A migração para o ensino presencial foi liberada no dia 25 de outubro, por meio do decreto estadual nº 33.783. Nas novas turmas, contudo, o corpo discente está restrito a 35% da capacidade total, medida sanitária já adotada nas fases anteriores da retomada. O decreto também expandiu o número de alunos que já estavam em ensino presencial. Dessa forma, o ensino infantil, anteriormente limitado a 50% da capacidade total, poderá receber 75% dos estudantes. 

Já as turmas de 1°, 2 ° e 9° ano do fundamental e 3° ano do Ensino Médio, liberadas desde o dia 1º de outubro, tiveram capacidade ampliada de 35% para 50%. Escolas com alunos de cursos profissionalizantes e/ou preparatórios para o ensino superior têm autorização para funcionar com 35% da capacidade. 

A autorização vale para a Capital e os outros 43 municípios que compõem a Região de Saúde de Fortaleza, como Eusébio, São Luís do Curu e Itapipoca. 

 

Mortes por Covid-19 em Fortaleza

Responsabilidade

A pequena Maria Tereza, 12, estudante do Colégio Provecto, localizado no bairro Maraponga, comemora o retorno para sala de aula. “Eu gostei de vir pra escola porque estava com saudade dos meus amigos”, revela. Tereza conta que não estranhou os protocolos de segurança adotados pela unidade. “Já estava acostumada. Eu sempre vou na minha avó e lá tenho que usar máscara e passar álcool em gel. Então, não tinha problema”, completa. 

Também em rotina remota até esta terça, Maria Rita, estudante do 6° ano, indica estar animada para as aulas presenciais e comenta a adaptação. “Fiquei feliz. A diferença que eu mais senti nas aulas remotas foi acordar e continuar em casa”, reflete.

Osvaldo Campos, diretor do Provecto, explica que o acolhimento das novas séries tem como base a boa experiência das retomadas anteriores. “Cada vez que ocorre uma nova liberação, já temos um histórico de como as coisas funcionam. As famílias vão entendendo que a volta é segura. Sempre vamos seguir as determinações do governo do Estado”, adiciona o gestor. 

Ainda segundo Osvaldo, a escola acolheu também as famílias que optaram por manter o ensino virtual. “Respeitamos a decisão daqueles que ainda não desejam voltar. A gente procura fazer um trabalho de conscientização quase semanal com as famílias e prezar pela nossa segurança e pelo próximo. A pandemia ainda não acabou, mas acho que a gente tem boas armas de continuar lutando e vencendo suas batalhas”, avalia

No bairro Parquelândia, a conversa com os pais foi decisiva para o esquema de retorno do Colégio Maximus. A maior parte das famílias escolheu permanecer nas aulas por computador. “Quando o governador liberou para o ensino fundamental, nós fizemos uma consulta com os pais. Nessa consulta, perguntamos quem gostaria de vir presencial e quem gostaria de continuar remoto. Uma grande quantidade de pais continuava com o remoto, entendendo que agora só teremos um mês de aula”, aponta Ada Farias, supervisora da educação infantil da escola. 

Para Ada, a quantidade de dias letivos restantes justifica a permanência de alguns no ensino remoto. Por conta disso, a retomada desta terça foi tranquila. “Temos 30 dias de aula no ano. Muitos pais optaram por remoto. Esse retorno foi super tranquilo”, complementa.

Testagem

Até a última sexta-feira (30), entre 1.500 e 3.000 profissionais de escolas particulares realizaram testagem para Covid-19, segundo as estimativas do Sindicato de Educação da Livre Iniciativa do Ceará (Sinepe). Os colaboradores com diagnóstico negativo têm liberação para retornar à unidade de ensino. "A escola da rede privada vem fazendo um trabalho preventivo, com cuidado de suspender temporariamente algumas turmas até o resultado final do exame, de fechar turmas temporariamente, se necessário for", afirma Andréa Nogueira.

Por meio de nota, a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) informou que foi notificada de 23 escolas com casos suspeitos e confirmados do novo coronavírus SARS-CoV-2, mas não fechou nenhuma unidade. A Pasta lembra que a Vigilância em Saúde do município deve ser acionada caso sejam identificados novos infectados na escola.

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