UFC pede “apreciação urgente” de liminar de reintegração de posse da Reitoria

O documento pede celeridade na decisão do juiz da 1ª Vara da Justiça Federal, George Marmelstein. Com este novo desdobramento, o caso já está pronto para ser apreciado e pode ser julgado a qualquer momento

Legenda: Comunidade universitária se manifesta contrária ao reitor Cândido Albuquerque desde sua nomeação no último dia 19 de agosto
Foto: Foto: José Leomar

Nova petição sobre o processo de reintegração e manutenção de posse da reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC) foi emitida na manhã desta terça-feira (11) pela Procuradoria Geral Federal no Ceará, que representa a instituição neste caso contra manifestantes. O documento pede celeridade na decisão do juiz da 1ª Vara da Justiça Federal, George Marmelstein.

Com este novo desdobramento, o caso já está pronto para ser apreciado e pode ser julgado a qualquer momento. O Sistema Verdes Mares teve acesso à petição, assinada pelo procurador federal Rodrigo Rocha Pessoa. Afirma, no documento, que a integridade do reitor, Cândido Albuquerque, alvo de protestos da comunidade universitária desde que foi nomeado o novo gestor da UFC, está em risco e cita a necessidade de apoio policial

“Vem a UFC reiterar a apreciação urgente da liminar requerida, esclarecendo-se que a Polícia Militar, mediante solicitação da Polícia Federal ou do Setor de Infraestrutura da UFC, poderá intervir na Reitoria para garantir a entrada e saída do reitor e o normal funcionamento do prédio", pontua o documento. 

Escolta

De acordo com o documento, na primeira vez que o reitor compareceu ao seu Gabinete na Reitoria, em meio a protestos, no último dia 29 de agosto, ele precisou ser escoltado "rapidamente". "Ao perceberem que o Reitor estava saindo pela porta lateral [da Reitoria], os manifestantes correram em direção ao veículo, jogando bolas de gude e ovos. O Reitor precisou ser protegido pela segurança da Universidade para sair dos local às pressas".

Contestação enviada ao juiz pela Defensoria Pública da União (DPU), que é representante dos interesses da comunidade universitária e dos manifestantes, na última sexta-feira (6), aponta que "não há notícias atuais, mais recentes, de qual acirramento de ânimos, uma vez que os protestos prosseguem de maneira ordeira, pacífica e livre de ameaças". 

A representação da UFC, porém, reitera que “o tom pacífico dos atos, fartamente explorado pela DPU, pelo SINTUFCE e pela ADUFC, só é verificado porque o reitor está impedido de comparecer ao seu Gabinete". O texto ainda pondera que "a presença do reitor dá ensejo à paralisação das atividades".  

Intimação 

A petição vem após intimação feita pelo juiz por meio de uma “juntada de certidão de intimação” nessa última terça-feira (10), pedindo que a UFC fizesse novas considerações sobre o processo visto as contestações feitas pelas partes acusadas.

Na última sexta-feira (6), a Associação dos Docentes da Universidade Federal do Ceará (ADUFC) e a DPU enviaram documentos de contestação ao processo, movido pela Procuradoria, em nome da UFC e de Cândido Albuquerque, desde o último dia 26 de agosto. O Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais do Estado do Ceará (Sintufce) também contestou a liminar, no dia 8.

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