Superlotação causou a morte de cinco pessoas

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Redação producaodiario@svm.com.br
Na madrugada do último dia 21 de maio, cinco pessoas morreram pisoteadas, durante um show da banda Calcinha Preta, na casa de shows Vila Forró, situada na Avenida Augusto dos Anjos, continuação da Avenida José Bastos, no bairro Siqueira.

Segundo o comunicado do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), cinco pessoas haviam sido pisoteadas e mortas, em meio a uma confusão gerada pela superlotação do local.

No local da tragédia, a polícia encontrou, além dos mortos, várias pessoas feridas e uma multidão, do lado de fora, querendo saber quem eram as vítimas fatais. A venda de ingressos além da capacidade do estabelecimento causou a superlotação.

O incidente fez com que a Prefeitura de Fortaleza interditasse, no dia 27 de maio, além do Vila Forró, mais três casas de shows, entre elas o Pau de Arara, e embargou uma obra de construção. O titular da Secretaria Executiva Regional VI (SER VI), Paulo Mindêllo, reconheceu, na época, que o que motivou as interdições foram as cinco mortes ocorridas na casa de show.

Antes da interdição, o Pau de Arara já havia sido notificado pela administração municipal 80 vezes por falta de documentos necessários para o funcionamento.

Os promotores de Justiça, Maria José Marinho e Teodoro Silva Santos, foram designados para acompanhar as investigações sobre as mortes no Vila Forró. A determinação foi da procuradora Geral de Justiça, Iracema do Vale Holanda. O MP, depois do ocorrido, foi acionado para investigar a situação de todas as casas de shows de Fortaleza.