Quatro cidades do Ceará estão entre os 20 municípios com mais casos de coronavírus do Nordeste

O Estado é também o que mais testa a população na região, seguido por Bahia e Maranhão. Fortaleza é a segunda capital com maior número de casos.

O Ceará aparece quatro vezes na lista das 20 cidades do Nordeste com mais casos confirmados de coronavírus. O Estado, que também é a unidade federativa que mais testa na região, tem incluídos no ranking os municípios de Fortaleza (38.039), Sobral (8.372), Maracanaú (4.402) e Caucaia (4.260). O número de pessoas infectadas das quatro cidades, somadas, é de 55.073. O Maranhão é o único outro estado que também tem quatro municípios na listagem. Os dados são do Comitê Científico do Consórcio Nordeste e constam no portal IntegraSUS nesta segunda-feira (13).

Os primeiros lugares da lista são ocupados pelas capitais dos nove estados, sendo Fortaleza a segunda com maior número de casos, ficando atrás apenas de Salvador (43.034). Sobral fica no 11º do ranking e Maracanaú e Caucaia fecham a lista, no 19º e 20º lugar, respectivamente.

Enquanto as quatro cidades cearenses têm mais de 55 mil casos quando combinadas, as quatro cidades maranhenses observadas somam 34.921 casos registrados. Pernambuco tem três municípios no ranking. Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte aparecem duas vezes, e Sergipe e Piauí só estão na listagem com suas capitais.

O Ceará tem 136.790 casos confirmados da doença e 6.869 óbitos. É o estado com maior número de casos do Nordeste, com cerca de 21,6% do total de registros. Ele é seguido da Bahia, Maranhão e Pernambuco.

 

Interiorização da pandemia

A transmissão do vírus em cidades do Interior preocupa autoridades da Saúde. O alto número de casos em Sobral, a principal cidade da região Norte do Ceará, demonstra a tendência da pandemia de se espalhar para além das capitais e das regiões metropolitanas. Segundo os dados do IntegraSUS, 94,76% de todas as cidades do Nordeste têm casos confirmados. 

Especialistas do Comitê Científico do Consórcio Nordeste explicam que um “efeito bumerangue” pode acontecer, com as infecções do interior voltando às capitais e piorando os índices novamente. A maioria das capitais já estão seguindo planos de reabertura e flexibilização do isolamento.

 

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