Pessoas acima dos 30 anos são as que mais morrem no trânsito da Capital, aponta relatório

Ocupantes de motocicletas estão entre as maiores vítimas, representando 51% das mortes de 2020

Mortes no Trânsito em queda
Legenda: O perfil básico da vítima do trânsito em Fortaleza é motociclista, homem, de 30 a 59 anos, seguido de pedestre, homem com mais de 60 anos
Foto: José Leomar

Embora em queda, o número de mortes no trânsito de Fortaleza continua desafiando autoridades e demandando medidas de prevenção. No ano passado, pessoas entre 30 e 59 anos foram as que mais morreram em decorrência dos sinistros, 92 no total.

Os dados são do Relatório Anual de Segurança Viária, com indicadores de 2020, lançado nesta segunda-feira (17) pelo prefeito Sarto Nogueira. No período, 193 pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito na Capital.

O total representa uma redução de 49% no número de mortes em relação a 2014, quando foram registrados 377 óbitos no tráfego. O indicador também resulta na sexta redução consecutiva de mortes. 

Estatística recorrente na Capital, no entanto, os motociclistas continuam sendo as maiores vítimas mortas. Os ocupantes deste modal, considerando condutores e passageiros, representam 51,8% do total de óbitos no período, somando 99 vítimas.

Chama atenção o fato do total ser ainda maior que a soma das mortes dos demais públicos pesquisados no relatório, entre pedestres (65), ciclistas (14) e condutores e passageiros de veículos de quatro rodas (15), totalizando 94 óbitos.

Queda no indicador da OMS

O índice de mortos por 100 mil habitantes na Capital, indicador da Organização Municipal da Saúde (OMS), é o menor da série histórica, segundo o relatório. Como a taxa foi de 7,2 em 2020, a queda foi de 51% em relação a 2014, quando o índice era de 14,7. 

Para a superintendente da AMC, Juliana Coelho, o resultado é reflexo direto do trabalho focado em desenho seguro das vias, educação para o trânsito, comunicação e fiscalização dos principais fatores de risco. 

Central da Mobilidade é lançada

Também na manhã desta segunda-feira (17), a prefeitura lançou a Central da Mobilidade para Preservação de Vidas no Trânsito, na sede da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC).

Central da Mobilidade para Preservação de Vidas no Trânsito
Legenda: Nesta segunda-feira (17), a prefeitura lançou a Central da Mobilidade para Preservação de Vidas no Trânsito
Foto: Thiago Gaspar

O equipamento integra órgãos municipais e estaduais, e servirá para otimizar o atendimento a acidentes com vítimas, analisar de forma aprofundada as causas de eventuais ocorrências e agir de forma preventiva, planejando medidas e intervenções que evitem novos sinistros. 

Em caso de acidentes, segundo Juliana Coelho, também será possível assegurar atendimento pré-hospitalar mais rápido por meio do controle semafórico e da atuação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). 

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