Fortaleza é selecionada para receber 75 mil dólares em projeto de cidades saudáveis

A Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação de Fortaleza (Citinova) irá elaborar um marco regulatório para o monitoramento da qualidade do ar

Visão aérea da orla de Fortaleza
Legenda: A Capital está entre as 15 cidades selecionadas no mundo inteiro
Foto: Fabiane de Paula /SVM

Fortaleza foi selecionada para receber recursos internacionais e apoio técnico do projeto “Parceria para Cidades Saudáveis” para elaboração de um marco regulatório para o monitoramento da qualidade do ar. Serão investidos 75 mil dólares. As informações foram divulgadas, nesta terça-feira (12), pelo prefeito Sarto Nogueira (PDT). 

"Teremos base de informação para avaliar ações atuais e futuras em busca de um ar mais limpo na nossa Cidade, um direito de todos, especialmente de nossas crianças”, disse. 


A iniciativa é liderada pela Bloomberg Philanthropies e promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e a Vital Strategies. A Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação de Fortaleza (Citinova) ficará responsável pelo desenvolvimento do plano estratégico.

Em junho deste ano, a Capital já havia sido uma das 18 cidades da América Latina, África e Ásia a receber recursos da mesma iniciativa para o fortalecimento da vacinação contra a Covid-19.

Seleção e projeto

No mundo, 15 cidades foram selecionadas. O presidente da Citinova, Luiz Alberto Sabóia, destaca que o projeto busca transformar a cidade em um ambiente de promoção da saúde.

Fortaleza já havia participado das duas etapas anteriores, que previam propostas de mobilidade e ações de enfrentamento à pandemia. 

“Agora, na terceira fase, fomos escolhidos para propor uma legislação da monitoramento da qualidade do ar. Isso foi muito decorrente do êxito que Fortaleza logrou nas fases anteriores”, avalia. 

Para a execução do projeto, haverá parceria com instituições de ensino, incluindo a Universidade Federal do Ceará (UFC). Sabóia explica que o objetivo é desenvolver um mecanismo de exibição em tempo real da qualidade do ar em locais públicos.

"E contribuir um marco regulatório que coloque essa agenda na pauta da cidade nos próximos anos”, observa. Ele projeta iniciar o monitoramento "nos próximos meses", a começar pelo entorno de escolas públicas. 

“Vale lembrar a importância do tema. Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e várias fontes indicam que cerca de 6 a 7 milhões de pessoas morrem direta e indiretamente por problemas de poluição”, aponta.

 
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