Fortaleza e outras 7 cidades da Região Metropolitana formam arranjo populacional do Ceará, diz IBGE

Estudo Regic do órgão afirma que o conjunto de municípios exerce "forte integração" em função do deslocamento para atividades profissionais e estudantis

Junto com Fortaleza, no Arranjo Populacional, estão: Aquiraz, Caucaia, Eusébio, Itaitinga, Maracanaú, Maranguape e Pacatuba.
Legenda: Junto com Fortaleza, no Arranjo Populacional, estão: Aquiraz, Caucaia, Eusébio, Itaitinga, Maracanaú, Maranguape e Pacatuba.
Foto: Carlos Marlon

O estudo Regiões de Influência das Cidades (Regic) 2018, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (25), indica que o Ceará possui um “Arranjo Populacional”, isto é, um agrupamento de dois ou mais municípios com forte integração devido à movimentação para trabalho ou estudo. Junto com Fortaleza, uma das 15 metrópoles brasileiras, estão: Aquiraz, Caucaia, Eusébio, Itaitinga, Maracanaú, Maranguape e Pacatuba.
 
"As metrópoles são os 15 principais centros urbanos, dos quais todas as Cidades existentes no País recebem influência direta, seja de uma ou mais Metrópoles simultaneamente. A região de influência dessas centralidades é ampla e cobre toda a extensão territorial do País, com áreas de sobreposição em determinados contatos", explica o órgão. 
 
No levantamento, a rede urbana está estruturada em duas dimensões: a hierarquia dos centros urbanos, dividida em cinco níveis principais (Metrópoles, Capitais Regionais, Centros Sub-Regionais, Centros de Zona e Centros Locais; e as regiões de influências, identificadas pela ligação das Cidades de menor para as de maior hierarquia urbana.
 
Segundo o órgão, hierarquia urbana é o nível de articulação que a cidade tem com outros centros urbanos por meio de atividade de gestão pública e empresarial, além do nível de atração que ela possui para suprir bens e serviços para a população de outros centros urbanos
 
Níveis locais 
 
Além da metrópole Fortaleza, o IBGE identificou que o Ceará tem duas Capitais Regionais: Juazeiro do Norte e Sobral, no interior, que são consideradas centros urbanos com alta concentração de atividades de gestão, mas com alcance menor em termos de região de influência em comparação com as Metrópoles. 
 
O Estado tem 12 cidades que compõem o Centro Sub-Regional, por possuírem atividades de gestão menos complexas e área de influência de menor extensão que as das Capitais Regionais. Iguatu, no Sul do Estado, é a única cidade considerada como Centro Sub-Regional A. No Brasil, municípios nesse nível hierárquico têm média populacional de 120 mil habitantes. Já outros 11  fazem parte do Centro Sub-Regional B: Aracati, Baturité, Camocim, Crateús, Itapajé, Itapipoca, Limoeiro do Norte, Pacajus, Quixadá, Russas e Tianguá.
 
No último nível de hierarquia urbana, os Centros de Zona apresentam menores níveis de atividades de gestão, e são subdivididos em dois conjuntos: Centro de Zona A, com média nacional de 40 mil habitantes, inclui: Brejo Santo, Horizonte, Icó Quixeramobim, São Benedito e São Gonçalo do Amarante; e Centro de Zona B, cuja média é inferior a 25 mil habitantes: Acopiara, Canindé, Guaraciaba do Norte, Ipu, Mauriti, Mombaça, Santa Quitéria e Tauá.

Quero receber conteúdos exclusivos da cidade de Fortaleza