Fiéis dedicam feriado de Corpus Christi à tradição dos tapetes

A montagem de um tapete foi realizada na Av. Duque de CaxiasNa Igreja de Nossa Senhora do Carmo, católicos confeccionaram - com raspas de madeira, pó de café, cola e cal - um tapete ao longo de dois quarteirões

Legenda: A montagem de um tapete foi realizada na Av. Duque de Caxias
Foto: Foto: Fabiane de Paula

A simbologia de sentar no asfalto sob o sol, sujar as mãos de cola, raspas de madeira, areia e outros vários materiais se resume em uma declaração: "ajudar na Festa de Corpus Christi era o meu maior sonho - me doar pra quem deu a vida e a última gota de sangue por mim, retribuir esse ato de amor". O dito é da dona de casa Delly Uchoa, 52, que participou pela primeira vez da confecção do tapete da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, no Centro de Fortaleza.

Quem passou pela Avenida Duque de Caxias, ontem, teve uma obra de arte à disposição do olhar. Atendendo à tradição do dia de Corpus Christi, cerca de 100 católicos se reuniram desde as 5h da manhã para confecção do tapete ao longo de dois quarteirões da via, com início em frente à igreja. A obra ocupou uma faixa inteira da avenida, no sentido Centro/Aldeota, desde a Rua General Sampaio até a Rua Major Facundo.

A ação já é realizada há, pelo menos, cinco anos - e deve ser ampliada até chegar ao Santuário São Benedito. "Fazemos esse tapete justamente para dar esse louvor, como povo de Deus, para que Jesus passe de forma digna e possamos bendizê-lo melhor", declara o padre Douglimar Estevão.

O tapete foi "desmontado" por volta das 17h30, quando a procissão rumo à Catedral passou pela Igreja do Carmo.

Outra paróquia que reuniu fiéis para montagem de um extenso tapete foi a de Nossa Senhora das Dores, no bairro Otávio Bonfim. O pároco da Igreja, Frei Edson da Silva, explica que a principal mensagem do tapete é a de união.

Prova de amor

"Cada pastoral pensa num símbolo pra fazer o tapete e, neste dia, todas se reúnem e vemos essa unidade. A simbologia é a união da Igreja por Jesus. O tapete em si é a prova do amor e da reverência que temos a Jesus, porque é feito pra Ele passar, e mais ninguém", declara. A obra permaneceu intacta até as 18h30, horário em que foi celebrada a última das três missas de ontem.

 

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