Familiares de biólogo que morreu de Covid-19 pedem adoção de cachorros da vítima

Sem condições de acolher os animais em suas casas, parentes conseguem a adoção de dois cachorros, enquanto outras duas cadelas seguem aguardando uma nova família

Legenda: Biólogo adotava os cachorros de rua ao vê-los em necessidade. Após sua morte, Suzy e Valente buscam um novo lar

Francisco Rafael Agostinho tinha 39 anos quando faleceu por uma parada cardíaca causada pela Covid-19 na última segunda-feira (11), no Hospital Instituto José Frota (IJF). Após a morte do biólogo, seus quatro cachorros ficaram sem lar e sua família realizou uma ação virtual para conseguir que os animais fossem adotados. Ao longo da semana, dois deles, Billy e Marrronzinha, conseguiram uma nova casa, enquanto Suzy e Valente seguem no aguardo da adoção

Conforme a ex-mulher de Rafael, Monaliza Reis da Rocha, 36 anos, todos os animais foram resgatados da rua e tratados pelo biólogo. A decisão de adotar os cachorros não costumava ser planejada, muitas vezes, ocorria após se deparar com a imagem do animal ferido, doente ou abandonado. 

“A gente não queria, mas o animal estava precisando, e ele tinha a humanidade de pensar no próximo. Ele sempre foi assim”, afirma a autônoma.

A cachorrinha Valente foi adotada após ser agredida e perder um olho. O nome dado brincava com o medo que o animal teve em se aproximar da pessoa e o desejo de que se tornasse valente ao ponto de permitir carinho. Rafael levou 4 meses para fazê-la se aproximar de pessoas

Suzy, já velhinha, foi acolhida por Rafael para tratar da sarna. “Eles estão na residência dele (Rafael). O irmão dele está indo cuidar todo dia dos animais. Eu levei para tosar, para tomar banho na sexta, tomaram remédio para carrapato e verme”.

Alternativas

Por Suzy ser uma cachorrinha com mais idade, Monaliza Reis acredita que a pouca procura por ela esteja relacionada a esse fato. Uma alternativa encontrada pela autônoma foi buscar um lar para um dos seis cachorros que já se encontram na casa dos pais do Rafael. Assim, ao colocar um para adoção, os familiares do biólogo teriam um espaço para acolher a cachorrinha com mais idade.

“Se eu doar a Pérola, que é uma cachorra saudável, eu posso levar a Suzy que é idosa para a casa dos pais do Rafael”, explica. Pérola tem apenas um ano e recebe todos os cuidados necessários. “Acho que é mais fácil para pessoa adotar a cachorrinha, porque ela é uma criança. É muito bem tratada”, finaliza a autônoma.

Serviço
Para adotar um dos cachorros, entrar em contato com Monaliza Reis, ex-mulher de Rafael, através do número (85) 9 91920733.
 

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