Enem digital: Ceará é o 2º Estado do Nordeste com maior número de inscritos na modalidade

O Estado também fica na segunda colocação se comparado aos candidatos na versão impressa da região Nordeste

Com 3.112 participantes, o Ceará ficou em segundo lugar no ranking dos estados da região Nordeste com maior número de inscritos na versão digital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. A modalidade é nova e deve aplicada pela primeira vez pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nos dias 31 janeiro e 7 de fevereiro de 2021. 

Os municípios cearenses que participarão desta modalidade são Fortaleza, Sobral e Quixadá. As informações foram fornecidas pelo Inep. 

Em todo o Brasil, 96.086 estudantes devem realizar a prova online. Destes, 20.363 apenas no Nordeste, sendo a região do país com o segundo maior número de inscritos, depois da região Sudeste. Em relação aos estados nordestinos, o Ceará só fica atrás da Paraíba, que teve 3.483 cadastros. 

Já na versão tradicional do exame, a impressa, o total de inscritos no país foi de 5.687.271.  Nesta modalidade, o Ceará também se mantém no segundo lugar entre os estados no Nordeste, com 322.594 candidatos. 

Enem digital

De acordo com o Inep, neste primeiro ano, o exame digital foi disponibilizado para cerca de 100 mil alunos do último ano do Ensino Médio ou pessoas que já concluíram o período estudantil. O modelo, entretanto, exclui “treineiros” e participantes que necessitam de atendimento especial no Enem. 

Os participantes puderam escolher, no ato de inscrição, pela prova piloto no modelo digital ou a versão tradicional da prova em papel, conforme o órgão. A implantação do modelo digital será progressiva, com previsão de consolidação em 2026. 

Segundo o Inep, além da economia para o meio ambiente com a redução do uso de papel, o Enem Digital deve permitir a utilização de novas abordagens nas questões, com vídeos, infográficos e até com a lógica de games. 

O Instituto ainda traz que a prova de 2020 terá três aplicações: a digital, a regular e a reaplicação. O último caso é para os participantes prejudicados por algum problema logístico ou de infraestrutura durante a realização da prova digital. Eles terão direito à reaplicação, que ocorrerá em papel. 

Inscrito

Em Fortaleza, o autônomo Luís Neto, de 19 anos, teve que optar pela prova digital para tentar ingressar na graduação de Nutrição por não ter mais vagas para realizar o exame na versão impressa. “Ele deu a opção, mas constou que não tinha mais vagas pra fazer a prova impressa em Fortaleza”, diz. 

Já formado no ensino médio, Luís diz que a pandemia não influenciou na decisão de manter ou não a inscrição para o Enem. “Eu estou estudando à base de apostilas que eu já tenho, além das provas dos anos anteriores”, relata. O candidato espera ainda que a versão digital não seja tão diferente da tradicional. “Que seja prática e não tenha falhas que possam nos prejudicar”, almeja.  

Contudo, o autônomo ficou preocupado em relação ao período escolhido pelo Ministério da Educação para a realização da prova. “O ideal seria em maio. É o tempo para os alunos se prepararem com o retorno das aulas presenciais. Ao meu ver, seria muito melhor para o desempenho e rendimento dos alunos”, comenta.



Redação 02 de Agosto de 2020