Ecomuseu do Mangue da Sabiaguaba vira Patrimônio Histórico-Cultural e Natural de Fortaleza
Ações para proteção do local e para promoção do turismo poderão ser realizadas com a novidade
O Ecomuseu Natural do Mangue da Sabiaguaba agora é Patrimônio Histórico-Cultural e Natural de Fortaleza. Ação foi registrada no Diário Oficial do Município da última segunda (21). Com a oficialização do poder público, o local, que existe há19 anos, deve receber ações protetivas, além de constar na divulgação oficial em publicações envolvendo turismo, bem como participar da articulação com entidades científicas para estudo dos mangues e a possibilidade de atividades diferenciadas no espaço.
O presidente da Associação de Amigos do Ecomuseu, Rusty de Sá Barreto, acredita que a novidade deve ressaltar o trabalho feito no Ecomuseu. Localizado em uma estrutura simples, o Museu extrapola a percepção convencional de instituições físicas que sevem como guardiãs da memória. O Ecomuseu é o próprio mangue. Nas ações realizadas no local é possível percorrer a natureza e experimentar a diversidade do ecossistema.
Quem visita o local, além de se deparar com um acervo de carcaças de animais de mar e mangue, também percorre as variações do manguezal: o branco e o vermelho. Caranguejos, peixes, lama, dunas, água do rio junto a do mar são experimentos do patrimônio localizado no extremo de Fortaleza. "O museu desenvolve ações de educação ambiental, sensibilização para preservação de área de proteção permanente, entre elas o Museu Itinerante, a canoagem ambiental, assim como temos o trabalho junto com estagiários que fazem aqui o reflorestamento, por exemplo", explica.
De acordo com ele, este momento serve como reconhecimento de todo o trabalho já feito até hoje. "Com isso conseguimos enxergar mais lá na frente, já que como patrimônio teremos o olhar do Estado e das empresas. Isso deve ajudar a desenvolver nossas atividades e a manter o local funcionando, claro", reforça.
Ações na Sabiaguaba
Para Maria Leda Barbosa, que vive nas proximidades do Ecomuseu, a força do Ecomuseu na região é clara tanto para a ligação dos moradores com a natureza como para a necessidade constante de preservação da fauna e flora local. "Esse projeto veio para ensinar as pessoas, para proteger o manguezal, para as pessoas se consientizarem de como fazer esse processo diariamente. Eu acho que esse é um trabalho cultural e artístico também", opina.
Nesse sentido, Rusty de Sá explica que a identificação dos moradores também é algo trabalhado pelo Ecomuseu. "Ele tem uma influência não só ambiental, mas também política visto que estimula as pessoas a entenderem que o empoderamento da história é necessário", finaliza.